Culturalizando

Chegou a hora de viver um novo Re…começo

E parece que as coisas estão querendo voltar a um "novo" normal. Será que eu entendi direito? "Novo normal. O que é isso? Uma espécie de nova era? Nova fase de um game? Acho que não, parece mais uma forma que achamos de tentar dar nome a nova etapa que o planeta irá começar a partir de agora, que se deu início com a descoberta do novo coronavírus e a pandemia que se alastrou pelo mundo no ano de 2020. Parece até um roteiro de filme do Steven Spielberg. Estamos realmente presenciando uma nova perspectiva de vida na Terra e isso requer tempo para adaptação. Ao contrário dos filmes, a sociedade precisa de um tempo maior para decorar suas falas e seu posicionamento na cena seguinte. Isso exigirá muita determinação e talento. Talento que faltou até agora em nossos governantes para que chegássemos ao novo milênio mais amáveis e sensíveis. Isso é o que mais preocupa no momento: a...
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O homem da capa de chuva

Em tempos de pandemia ficamos sabendo de casos e histórias que dariam um livro. Hoje venho aqui contar uma que me chegou através de um amigo muito especial, o Juarez Botelho. Ele estava fora do Brasil fazia uns bons anos e voltou agora por conta da COVID-19. Veio ficar com os seus e esperar essa onda passar, pois ninguém sabe ainda quando e como isso vai acontecer. Mas enfim, ele está de volta ao Brasil e, como uma pessoa muito experiente, sempre nos conta algo que se torna muto interessante quando vem se sua imaginação fértil e equilibrada. Veio ele outro dia me contar que um vizinho de sua mãe no condomínio que ela mora, anda deixando os moradores com uma pulga atrás da orelha. Isso porque ele toda vez que tem que sair para buscar alguma encomenda na portaria ou jogar o lixo fora, ele aparece de capa de chuva e máscara, ficando igual a um astronauta ou...
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O bolo da Vovó

Uma tarde com a avó depois de um café com um bolo de fubá. Quem não gostaria de reviver esse momento? Pois é exatamente o que estou revivendo agora. Existem coisas ou objetos que nos levam a viajar no tempo e lembrar-se de momentos que nos foram tão sublimes. Esse é um deles, café com leite e bolo de fubá. Ah, minha vó Célia, como era gostoso o seu bolo de fubá! Lembra-se das vezes em que ficavam meu irmão e eu puxando a barra de seu vestido lhe implorando para que tirasse a forma do forno e nos desse aquela massa mesmo que sem estar 100% cozida? Pois é, tempos bons não eram? Hoje eu me lembrei desses dias. Minha esposa fez um bolo de fubá que vinha pedindo fazia um tempo. Essa pandemia está acabando com a gente. São tantos pedidos e exigências que não sei como vamos parar. Mas por fim ela se compadeceu...
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Vendo a noite passar pela janela

Olhando da minha janela percebo uma noite calma e silenciosa. A lua até deu o ar de sua graça, mas já se recolheu ao aconchego das nuvens que teimam em não derramar uma gota sequer. Será que estão secas ou frívolas diante de tanto pessimismo e sofrimento aqui embaixo? Questões que não sei responder. Aliás, são tantas as questões sem respostas que não me arrisco a enumerar. Voltarei para a noite. Essa sim, já foi incrível. Quantos amores começaram e terminaram diante de seus olhos, ou melhor, suas estrelas. E quantos prazeres já testemunhou ao longo de seus dias, ou seriam noites? Fica a seu critério, pois narrativa poética não tem compromisso literário. E eu adoro me sentir um poeta. Certo dia meu amigo Juarez Botelho disse-me o seguinte: "A noite foi feita para ser contemplada e respeitada em sua totalidade". Confesso que a princípio não entendi muito bem. Juarez é um amigo que tenho de anos e ele...
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“…Ah, esse maldito fecho éclair…”

Diante de tantas teorias da conspiração não sei mais o que é verdade e o que é inventado. O fato pode ser fake, desde que não me leve daqui. A vida pode ser breve, mas se for e daí? Não sabemos quando acender o fogo, mas nos preocupamos com a fumaça. Existir no dias de hoje já é por si só uma verdadeira batalha freudiana. E quem nos levará, será que está só? Não sei, mas não me atrevo a perguntar. Somente depois do leite derramado é que me sentirei seguro, pois uma vez no chão, não poderá me ferir. Diante de tantas incertezas, só me pego pensando em como superar. Sonhamos muitas vezes alto demais e não percebemos que a queda é inevitável. Podemos sofrer com isso, mas e daí? Todos sofrerão um dia por alguma coisa. E com esse pensamento óbvio podemos enfim respirar mais oxigênio e emanar amor por aí. E daí, se ninguém...
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O Juarez profetizou…

Maio chegando ao fim e eu preso em casa, assim como muitas pessoas que ainda respeitam a quarentena, mesmo contra a vontade. Digo contra a vontade porque num país como o nosso, onde a economia respira através de respiradores, não esses que estão vagando por aí e ainda não encontraram o caminho dos hospitais do Rio de Janeiro, mas aqueles que acabam não ventilando o necessário para nos tirar do precipício que nos espera pós-pandemia. Sinto que teremos dias difíceis, mas como um bom brasileiro, não perco a esperança. Nós temos a vontade estampada em nossos rostos e a emergência no coração, por isso, acredito que daremos um jeito e viraremos esse jogo. Tenho visto algumas atitudes e iniciativas que corroboram com o que digo. Ainda bem que vivemos em um mundo moderno onde a tecnologia avança e nos mostra o futuro. Um amigo meu no início do milênio já havia me dito que em breve estaríamos trabalhando de...
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Sei Lá…

Estamos vivendo um mundo de incertezas, é pandemia, economia, nada mais será como antes. A única verdade que sabemos é que o planeta está mudando. Gostaria que fosse para melhor. As pessoas ficassem mais humanas e entendessem melhor todo o processo da vida. Mas sabemos que isso é uma utopia e que estamos longe de vivenciar esse momento lúdico e poético. Ficar em casa em isolamento deveria nos dar a sensação de impotência e fragilidade. Alguns com certeza entenderam a mensagem, mas sua maioria não. Alguns com certeza entenderam a mensagem, mas sua maioria não. Quando a vida voltar ao “normal” teremos um povo mais sofrido e mais incrédulo. Infelizmente. Torço para estar errado. Mas minha experiência de vida me diz que não. Hoje estamos vendo pessoas tentando se beneficiar do sofrimento alheio. Pessoas ganhando em cima de respiradores que seriam para salvar vidas. Onde vamos parar? Amanhã será um lindo dia. Só se for na música do Guilherme Arantes,...
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Qual a live de hoje?

O momento é de ficar em casa, se cuidar e cuidar de quem se ama contra esse vírus chamado coronavírus, que insiste em permanecer entre nós. Pesquisas avançadas e vacinas em testes tentam encurtar sua estada por aqui. Estamos todos torcendo para que o mais rápido possível chegue a tão sonhada vacina que proteja a todos nós. Mas enquanto isso não acontece, parece que o mundo encontrou uma forma de se distrair e ao mesmo tempo se proteger através das "lives" na rede. Já antes da pandemia se instalar no planeta, víamos o crescente número de lives que começavam a tomar conta da internet em vários momentos. O mundo do entretenimento chegou de forma avassaladora durante esse isolamento social. Agora temos lives de todos os gêneros e para todos os gostos. De shows a autoajuda, passando por  academias, aulas, resenhas, O crescimento pela busca por transmissões ao vivo na internet não tem precedentes. Segundo a revista Exame,...
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A relatividade do tempo

Batidas mais forte no coração... E lá vai mais um poeta levado pela COVID-19, nessa pandemia que ainda não sabemos em que tempo partirá. Aldir Blanc estava internado fazia alguns dias e infelizmente foi mais um que perdeu a vida para esses tempos ruins em que o contato humano se tornou um perigo para a sociedade moderna. Tempos difíceis esses, não podemos sair de casa, encontrar com familiares e amigos. Dar um aperto de mão ou um abraço como forma de carinho e amor, então, nem se fala. Tristes tempos. Ficamos sem argumentos para debater com essa enfermidade que nos assola em corpo e alma. Como se não bastasse a morte de Blanc, ficamos mais tristes quando soubemos que o tempo fez mais uma vitima, Flávio Migliaccio, oh, quantas risadas eu dei assistindo seu personagem Xerife, de "Shazan, Xerife e Cia"., quantas emoções, essas o tempo não leva. Além de outros personagens marcantes na TV e no cinema, Flávio estava...
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Chá ou água quente

Mais uma semana de quarentena e estamos cada vez mais perdidos que cego em tiroteio. Nos perdemos em relação a dia da semana, a hora de dormir e acordar, a o que fazer a cada dia preso dentro de nossas casas. Às vezes parece até engraçado quando nos pegamos tentando adivinhar que dia do mês estamos ou mesmo qual o dia da semana. Sintomas de um isolamento social que na verdade não sabemos em que pé está. Se todos ou quase todos estão obedecendo ou se apenas uma minoria se faz presa em seus lares. Não sabemos como e nem quando se dará a gradativa liberação. Se é que será gradativa. Enfim, ainda é tudo muito incerto e isso só traz mais preocupação. Enquanto a incerteza toma conta de nossas mentes a fazendo fritar em pensamentos muitas vezes ruins, seguimos a cartilha da cautela. Mas como ter cautela, se a cada dia nos chegam mais informações sobre...
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