Culturalizando

Pipoca, guaraná e o que der…

E o último feriadão do ano chegou. Aquela animação para uma viagem de descanso acho que ficou no meio do caminho e não conseguiu chegar a tempo de fazer as malas e pegar a estrada. O melhor remédio é ficar em casa e quem sabe ser convidado para um churrasco ou mesmo uma festinha de aniversário. Não me importo se for de criança, pois o bolo é mais gostoso. Se meu vizinho, que toda semana assa uma carne na churrasqueira do condomínio, nesse fim de semana resolver colocar um pedaço na grelha, com certeza descerei e puxarei um papo, afinal precisamos fazer amizades e interagir com a vizinhança. Mas já tenho um plano B para o caso de não rolar um churrasco. Vou preparar uma dose de cuba libre, favor não confundir com um mantra usado nos últimos tempos, e sentar no meu sofá, ligar o som e ouvir umas músicas para relaxar. Depois do terceiro copo quem sabe bata...
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Tá chegando a hora de o Manto chorar

O Rio respira Flamengo e a final da Copa Libertadores da América. Muitos torcedores já estão com ingressos e passagens aéreas compradas para grande final que agora será em Lima, Peru. O motivo da mudança de sede da final se deu por conta da crise social que passa o Chile. Diante do perigo eminente as autoridades do país, dirigentes da CONMEBOL (Confederação Sul-americana de Futebol), Federações da Argentina e Brasil e claro, os presidentes de Flamengo e River Plate resolveram mudar a sede da final para Lima. A expectativa é muito grande, pois fazia 38 anos que o Flamengo não chegava a uma final dessa competição. E para completar, o time está jogando o melhor futebol do país. Com um investimento milionário em jogadores que chegaram para serem titulares e a aquisição de um treinador europeu, Jorge Jesus, um português que chegou e arrumou a casa, o Mais Querido, como é conhecido pela sua torcida, chega para essa final como...
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O passado a um clique de nossas emoções

Hoje consegui colocar na mesma mesa para uma resenha o passado e o presente. Se me contassem nos anos 70 que isso seria capaz, eu juro que desconfiaria, mas ainda bem que estou vivo para fazer parte desse momento. Me sinto um viajante virtual do tempo capaz de estar em várias épocas ao mesmo momento e viver cada emoção que ela pode proporcionar. Agora mesmo estou aqui escrevendo esta coluna e ouvindo uma música que me leva imediatamente aos meus 13 anos. Caramba! Estou jogando bola de gude num sábado à tarde esperando o futebol começar. Ouço mais um pouco e me lembro que a noite terá festa na casa do Juarez Botelho, um grande amigo que tenho até hoje. Lembro-me muito bem o que ficou combinado, as meninas levam salgadinhos e os meninos, refrigerantes. Vai ser uma loucura! Mal vejo a hora de colocar minha camisa nova para ir à festa. A cada vez que o refrão...
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Uma vida mais lúdica e menos melancólica

Venho percebendo ao longo dos anos a simbiose criada a partir da cultura. Imaginar um encontro entre o velho e o novo que se misture talento e experiência é uma forma de amor. Não podemos deixar escapar de nossas mãos esse momento que é raro de acontecer. Não se deve temer pelo choque de gerações e sim pelo que ela pode nos proporcionar em qualidade de vida. Entreter as pessoas é algo fascinante e, quando se juntam duas gerações distintas, com a mesma vontade e qualidade para nos mostrar a vida de forma empírica, é algo que devemos buscar. Não estou aqui querendo criar nenhum híbrido ao reverenciar a união de pessoas de gerações diferentes, não, longe de mim. O que quero e espero é que seja uma forma de unir conhecimento e vontade. Unir forças por um mundo melhor. Parece clichê, mas é a pura verdade humana. Quero poder sonhar com um mundo onde o novo e o velho...
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Meu relógio biológico anual chegando ao fim

Acho que já falei isso aqui na coluna, mas hoje sinto na pele. O ano está acabando! Parece que foi ontem que escrevi aqui: "Feliz 2019"! E já estamos começando a fazer planos para 2020. E, se for analisar em como foi este ano, com certeza, não vejo a hora dele acabar. Foi um ano muito ruim em todos os aspectos. Muita gente importante nos deixou, e no meu caso, uma perda irreparável. Mas vida que segue, 2019 está sendo um dos piores anos dos últimos tempos. E acho que ninguém esperava por tanto. Começamos o ano com a esperança que a política ia embalar e nos dar uma perspectiva de vida melhor, até agora nada. Bem verdade que muita gente torce contra, mas sempre foi assim e sempre será. Teve gente torcendo pelo azul e outros pelo rosa, mas ambos vestem a mesma camisa. Tragédias como a de Brumadinho e do CT do Ninho do Urubu não foram...
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Acabou a novidade ou falta criatividade?

Estamos em 2019 e desde que comecei a entender o que é cultura, e isso vai lá pros idos dos anos de 1970, que não vejo uma época em que nada se cria. A inspiração está em falta? Às vezes me surpreendo com essa conclusão que cheguei depois de algum tempo tentando entender o que se faz e o que se fez. O Brasil acho que sofreu mais com essa ausência de criatividade cultural. Hoje observamos uma quantidade imensa de "artistas" em todas as áreas que teimam em acreditar que o que fazem é arte. Triste perceber que estão enganados. Passamos por várias fases no passado que nos trouxeram muito orgulho e esperança de que faríamos de nosso povo um poço de cultura. Subsídios para isso nós tínhamos e temos ainda, o que falta é acertar o ponto. Apertar o botão certo. Dar o start e seguir adiante. O fato é que, quando a inspiração começou a falhar, a...
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Quero ouvir… O meu coração!

Música aquece a alma e o espirito agradece. Eu sempre fui apaixonado por música e desde meus 10 anos já ouvia Bee Gees e Benito Di Paula, passando por Roberto Carlos e Rod Stwart; deu pra ver que minha formação é bem eclética. Os anos eram 70 e a cultura fervia no mundo, e eu começava a perceber que a que a vida é muito mais feliz quando se ouve o coração. Faz um bem danado acordar com uma melodia e dormir com um acalanto que o faz sonhar com dias melhores. Com a vida atribulada de hoje, ficou mais difícil parar um pouco e apreciar a boa música. Fazemos isso sempre como pano de fundo para as atividades que acreditamos estarem sempre à frente e prioritárias. O mundo inventou o walkman, aparelho que fazia um enorme sucesso nos anos 80 e que provavelmente meu filho, de 19 anos, nunca viu. Gravávamos uma fita cassete e colocávamos para ouvir e...
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Obrigado por tudo, Marly

Olá, estou de volta! Passei essas três semanas me reinventando. Ao longo desses dias não consegui escrever uma linha sequer e hoje entendi o porquê. Precisava por pra fora esse sentimento que me acompanhava. Dia 23 de agosto minha mãe faleceu e está sendo muito difícil conviver com isso. Sei que era de se esperar que um dia isso acontecesse, mas nunca estamos preparados para viver esse momento. É como se estivessem tirando a força, o alicerce que me orientava em tudo, não importando a idade, sempre seremos o filho que precisa do colo de mãe. Aproveito aqui para agradecer todas as palavras de carinho e gestos de pessoas amigas e que eu nem conhecia direito que fizeram com que a dor fosse anestesiada e o coração massageado. Aproveitando a oportunidade, queria muito que minha mensagem de hoje servisse de alento e reflexão para todos. Num mundo em que vivemos, onde a ganância e a banalidade em tudo são a...
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Nascemos todos artistas de nosso espetáculo

Cada dia que passa nos tornamos mais e mais dependentes da tecnologia. Um vício que se faz presente a todos nós e acaba nos levando à dependência tech. De 2000 para cá impossível imaginar uma criança de 3 anos sem um celular na mão vendo postagens e ouvindo música. Lembro-me que na minha época eu fiz curso de datilografia e quase desisti por achar extremamente difícil decorar as posições dos teclados. Acabei de me lembrar também que sou péssimo em decorar, apesar de gostar muito de história e geografia. Mas nada é perfeito, sempre teremos algo a tentar superar e acho que o meu "algo" é decorar. Entrei para aula de teatro e estou adorando. Já fiz uma montagem e gostei muito. Você vai me perguntar se consegui quebrar meu obstáculo de decorar e eu te respondo que ainda não. Não vou desistir. Melhorei bastante. Acho que no fundo é preguiça. Aliás, temos preguiça para muitas coisas nessa vida...
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Dowload ou upload ?

Vivemos num mundo totalmente diferente daquele de 40 anos atrás. A tecnologia veio para nos conectar ao mundo. Lembro-me bem de quando tinha meus 14 anos e começava a sair com os amigos para festinhas. Na época o termo "balada" não era empregado para as noitadas e sim para aquelas músicas românticas que tocavam nas rádios e nos bailes e que se dançava juntinho. Os Hi-Fis, ou festinhas americanas, eram onde os adolescentes se encontravam para ouvir o som do momento e dançar e, claro, namorar. O detalhe ficava por conta das meninas levarem os salgadinhos e os rapazes as bebidas. Curti muito esses sons que rolavam todo sábado, geralmente na casa de um amigo. Era uma época de alegria e diversão onde o que mais importava era se relacionar, fazer amizades, conhecer o novo. Fico hoje imaginando se na minha adolescência já existisse celular e computador e como seria. Estranho até mesmo para mim, pois apesar de me sentir...
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