Culturalizando

Obrigado por tudo, Marly

Olá, estou de volta! Passei essas três semanas me reinventando. Ao longo desses dias não consegui escrever uma linha sequer e hoje entendi o porquê. Precisava por pra fora esse sentimento que me acompanhava. Dia 23 de agosto minha mãe faleceu e está sendo muito difícil conviver com isso. Sei que era de se esperar que um dia isso acontecesse, mas nunca estamos preparados para viver esse momento. É como se estivessem tirando a força, o alicerce que me orientava em tudo, não importando a idade, sempre seremos o filho que precisa do colo de mãe. Aproveito aqui para agradecer todas as palavras de carinho e gestos de pessoas amigas e que eu nem conhecia direito que fizeram com que a dor fosse anestesiada e o coração massageado. Aproveitando a oportunidade, queria muito que minha mensagem de hoje servisse de alento e reflexão para todos. Num mundo em que vivemos, onde a ganância e a banalidade em tudo são a...
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Nascemos todos artistas de nosso espetáculo

Cada dia que passa nos tornamos mais e mais dependentes da tecnologia. Um vício que se faz presente a todos nós e acaba nos levando à dependência tech. De 2000 para cá impossível imaginar uma criança de 3 anos sem um celular na mão vendo postagens e ouvindo música. Lembro-me que na minha época eu fiz curso de datilografia e quase desisti por achar extremamente difícil decorar as posições dos teclados. Acabei de me lembrar também que sou péssimo em decorar, apesar de gostar muito de história e geografia. Mas nada é perfeito, sempre teremos algo a tentar superar e acho que o meu "algo" é decorar. Entrei para aula de teatro e estou adorando. Já fiz uma montagem e gostei muito. Você vai me perguntar se consegui quebrar meu obstáculo de decorar e eu te respondo que ainda não. Não vou desistir. Melhorei bastante. Acho que no fundo é preguiça. Aliás, temos preguiça para muitas coisas nessa vida...
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Dowload ou upload ?

Vivemos num mundo totalmente diferente daquele de 40 anos atrás. A tecnologia veio para nos conectar ao mundo. Lembro-me bem de quando tinha meus 14 anos e começava a sair com os amigos para festinhas. Na época o termo "balada" não era empregado para as noitadas e sim para aquelas músicas românticas que tocavam nas rádios e nos bailes e que se dançava juntinho. Os Hi-Fis, ou festinhas americanas, eram onde os adolescentes se encontravam para ouvir o som do momento e dançar e, claro, namorar. O detalhe ficava por conta das meninas levarem os salgadinhos e os rapazes as bebidas. Curti muito esses sons que rolavam todo sábado, geralmente na casa de um amigo. Era uma época de alegria e diversão onde o que mais importava era se relacionar, fazer amizades, conhecer o novo. Fico hoje imaginando se na minha adolescência já existisse celular e computador e como seria. Estranho até mesmo para mim, pois apesar de me sentir...
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The Voice: da homenagem ao talento

Passei a noite de quinta em casa vendo TV para tentar encontrar algo de novo e acabei em mais um "mais do mesmo" de todos os dias. Programas de fofocas, novelas, telejornais e mais novelas. Continuei zapeando quando parei no The Voice Brasil. Eu tenho um carinho enorme por esse programa, primeiro porque é uma invenção de fora, que traz alguma coisa diferente, depois porque mostra novos talentos pelo Brasil afora. Não acompanho muito, mas hoje tive que parar e ficar vendo o programa, pois estava bem interessante. Houve momentos peculiares como o que uma talentosa concorrente de nome Yolanda de Paulo, que trouxe um clássico de Sandy & Júnior, "Desperdiçou" e teve ao final de sua apresentação seu nome cantado pelos quatro "professores" (Teló, Iza, Ivete e Lulu) pela canção de mesmo título de Chico Buarque, momento emocionante ouvindo os quatro cantando "eternamente... Yolanda". Era o resgate da música popular brasileira. Mais tarde outra concorrente se apresentou cantando "Foi...
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De Schopenhauer a Márquez, uma inspiração para a vida

Na semana que temos a Flip 2019 me deparo com uma triste constatação, estamos lendo menos. De 10 a 14 de julho em Paraty acontece a 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) com várias atrações e debates sobre temas relevantes da sociedade contemporânea. E nós aqui no país tupiniquim esquecemos que quanto mais lemos mais consciente ficamos e a mente absorve conteúdos que nos farão viajar e entender o mundo que vivemos. Mas enfim, o que fazer para retornarmos ao hábito, pois como diz o ditado popular: o hábito faz o monge. Onde foi que erramos ao não impulsionar de forma clara e objetiva o hábito da leitura nas novas gerações? Aí você vai me falar que hoje em dia se lê muito mais que tempos atrás. É verdade, mas que tipo de leitura? Leituras oriundas do computador? Textos compactados de redes sociais? Bem, não é disso que estou falando e não é isso que faz uma pessoa...
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Estamos no meio do ciclo… ainda dá tempo!

Finalmente a onda de frio chegou ao Sudeste. Desde quarta-feira à noite fortes ventos e chuvas, além da baixa na temperatura causam alegria a boa parte da população. O inverno no país normalmente é brando e as vezes até com muito calor, então o que esperar dessa onda de frio que parece que está chegando essa semana? Bem, eu não sei. Só sei que hoje a noite está gostosa e agradável. Enquanto escrevo essa coluna bebo um chocolate bem quentinho e uma torrada para acompanhar. Me recupero de uma forte gripe que fazia anos que eu não tinha. O fato é que o friozinho no inverno é esperado por muita gente e pelos mais variados motivos. Para mim, o friozinho que dizer momento de equilíbrio. Sou uma pessoa do calor, do verão. Adoro a temperatura elevada, mas não posso negar que de vez em quando uma queda ajuda muito a equilibrar o corpo e o espírito. É como...
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Liberdade! Liberdade! A Turma do Sítio pede passagem para novas emoções

Agora poderemos ver a Emília com o celular na mão marcando um encontro com seu namorado, um primo distante do Ken. O Visconde de Sabugosa dando aula numa faculdade. A Tia Anastácia agora é dona de uma franquia de bolos caseiros, a “Bolos da Anastácia”. O Pedrinho, bem, esse menino que sempre gostou de aventuras, agora participa de vários esportes radicais. O último foi a escalada ao Monte Everest. Narizinho virou modelo e às vezes é vista no castelo de Caras dando dicas para as meninas, pois virou digital influencer. O Saci Pererê finalmente conseguiu junto à Previdência uma prótese, mas enquanto aguarda a entrega, utiliza uma bengala ao estilo Charlie Chaplin. Está um charme. Entrou para um grupo de funkeiros e agora cria toda semana um vídeo no youtube. A obra de José Bento Renato Monteiro Lobato ou apenas Monteiro Lobato agora é de domínio público. Quantas interpretações e releituras terão suas obras a partir de agora. Imagino...
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Olha a chuva! É mentira! Vamos embarcar nessa viagem sem medo de engordar

Chegou o meio do ano e com ele o momento que a balança nos trai de forma escandalosa. É tempo das festas juninas e muita comilança nos aguarda. Canjica, arroz doce, cural, bolo de milho, cuscuz, maçã do amor, pé de moleque, paçoca e pipoca. E não para por aí não, tem salsichão, cachorro quente, caldo verde, caldo de feijão e muito mais. É a veneração a São João, Santo Antônio e São Pedro. As Festas Juninas, muito tradicionais no Brasil, também conhecida como festa de São João, teve origem na Europa como uma festa pagã, em comemoração à fertilidade da terra e às boas colheitas. Na Idade Média, a festa se tornou parte do calendário cristão e uma festa da Igreja Católica em homenagem aos três santos: Santo Antônio (13 de junho, mas as comemorações já acontecem no dia 12), conhecido pelo santo do casamento, São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho) com simpatias...
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A balada abalada!

Vejo que ultimamente as noites têm ficado mais tristes e isso se deve a falta de segurança e o medo eminente que assola o Rio de Janeiro. Há pelo menos 4 anos estamos vivenciando o abando das ruas. Isso mesmo, as pessoas que antes esperavam pela noite para bater aquele papo e beber uma cerveja gelada ou um chopp agora estão em casa assistindo Netflix ou ouvindo o Spotify. Uma pena chegarmos a esse ponto. E não vejo uma luz no fim do túnel para que esse novo modelo de diversão mude. Lembro-me bem quando os bares ficavam cheios, filas para entrar. Boates lotadas. A forma de diversão principalmente na grande Rio mudou muito. Eu, por conta do meu trabalho, muitas vezes acabo chegando depois de meia noite em casa e pelo caminho posso perceber lugares antes cheios e animados hoje entregue às moscas. Uma pena. Conheço um bar que depois de muitos anos embalando a noite...
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A teoria do Bazinga chegando ao fim

Enfim, chegou o dia que muita gente não queria que chegasse. O fim de The Big Bang Theory. Foram 12 anos de muitas risadas e 279 episódios. Um série que fala de 4 amigos super ultra nerds que se envolvem nas mais hilárias histórias. Frequentemente abreviada como "TBBT", é uma série de televisão norte-americana de comédia de situação criada por Chuck Lorre e Bill Prady, que estreou no canal CBS em 24 de setembro de 2007, conta com cinco personagens que vivem em Pasadena, na Califórnia: o físico teórico Sheldon Cooper e o físico experimental Leonard Hofstadter, ambos vivendo juntos, partilhando um apartamento e trabalhando no Instituto de Tecnologia da Califórnia - Caltech; Penny, uma garçonete e aspirante a atriz que mais tarde se torna uma representante farmacêutica, e que vive como vizinha de ambos; o engenheiro aeroespacial Howard Wolowitz e o astrofísico Rajesh Koothrappali, amigos e colegas de trabalho geeks semelhantes e socialmente desajeitados de Leonard e Sheldon....
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