Boletim Meridional

Escravos do poder (segunda parte)

É provável que, entre cada dez brasileiros, seis possuam conhecimentos mínimos das razões que fazem o Brasil ser coordenado por oligarquias desde a sua fundação. Essa ingerência aristocrática é perfeitamente retratada na tendência do povo em eleger os algozes deferidos pelos sodalícios que formam a elite do país. Todavia, é impossível não perceber o contraste que a população expressa através do fato de serem indivíduos pobres em maioria absoluta e extremamente desrespeitados como seres humanos. Até a turma que representa a classe média termina constituindo o grupo dos carentes, dado que não têm controle sobre as riquezas e meios de produção e também são descartados quando perdem a serventia. Isto posto, a nação jamais deveria seguir os métodos da nobreza pois, afinal de contas, esses sujeitos obedecerão unicamente aos grã-finos. No entanto, o inverso ocorre, antes de tudo, por efeito do vasto número de pessoas que apresentam escassez de informações acerca deste tópico. Um dos principais itens aplicados na...
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Escravos do poder (primeira parte)

Jair Messias Bolsonaro, inquilino do Palácio da Alvorada, jogou fora toda a deferência que merecia pelo seu cargo de Presidente da República com o seu último pronunciamento em cadeia nacional realizado às 20:30h na última terça-feira e durante a coletiva de imprensa feita na manhã seguinte. O insensato displicente, em mais uma assombrosa demonstração de oportunismo mesclado com transtornos psíquicos, bradou ser o único preocupado com os distúrbios econômicos que virão à tona se as empresas e os trabalhadores permanecerem confinados em suas residências devido à quarentena. Também voltou a afirmar com extrema convicção e sem nenhuma evidência científica que a peste do COVID-19 é algo superestimado e que não merece os cuidados que o planeta inteiro está tendo para com essa moléstia, repetindo os sofismas utilizados pelo astrólogo Olavo de Carvalho e Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, a fim de depreciar o esforço conjunto de uma multidão de pesquisadores e jornalistas que buscam soluções para...
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A pestilência mental é a verdadeira ameaça

A pandemia da COVID-19 é uma inegável hecatombe que está causando pavor em todos os continentes neste início de década. Mesmo com o extraordinário avanço que a humanidade levou séculos para desenvolver no âmbito das ciências, parece que algumas sociedades — e seus “líderes” irresponsáveis e obtusos — não evoluíram para compreender os terríveis impactos que a proliferação de doenças acarreta. Essa falta de sensatez é resultado da negligência para com os estudos científicos e dilemas sociais e humanitários, o que multiplica as causas e os efeitos dos distúrbios sombrios que atormentam o planeta. Em termos práticos (e também biológicos), raciocinar é uma tarefa difícil. Para que tamanha atividade seja desempenhada com a máxima qualidade, é necessário que os conhecimentos específicos acerca de determinadas questões estejam em revisão constante e alinhados com a lógica e a ética. O que a realidade exibe com transparência cada vez maior é que uma gama de celebridades que influenciam o comportamento social, como...
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O vírus da deficiência governamental ostensiva

Faz pouco mais de quinze meses que Jair Bolsonaro tomou posse como líder do Executivo Federal, todavia sua gestão é absolutamente caótica devido à falta de projetos efetivos em sua agenda. Esse vetor é o motivo pelo qual nenhum investimento foi realizado no país até hoje, bem como explica a morosidade do Palácio do Planalto em apresentar um programa oficial de governo, até porque o Gabinete Presidencial sequer possui um. As notícias ilustram claramente que os empresários vêm perdendo a confiança em Bolsonaro em função das “reformas” socioeconômicas que o mercado neoliberal decretou estarem paralisadas. Aspas no substantivo por efeito da insídia que tais maquinações detêm, pois a verdadeira intenção dessas propostas é suprimir — ainda mais — o direito à cidadania. Não obstante, os financistas estão se reunindo com os principais emissários de Brasília há três semanas em busca de uma solução que estimule alguma forma de melhoria nacional com urgência, haja vista que as companhias...
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A desprofissionalização do jornalismo brasileiro

As injúrias que o governo esquálido de Jair Bolsonaro orneja contra as esferas da comunicação social de modo incessante é algo que, por via de regra, já não deixa mais ninguém perplexo. Todavia, é impossível aceitar de maneira letárgica que os representantes do Poder Executivo desmereçam o jornalismo como um todo por mera implicância oriunda de valores ideológicos divergentes. A imprensa — sobretudo a autônoma — tem sido brutalmente destratada pelo trigésimo oitavo Presidente da República e por grande parte de seus ministros devido à renitência dos mesmos. Isso acaba motivando a seita instalada em Brasília no começo de 2019 a estender suas maledicências ao horizonte do debate científico e popular em busca de tolher o direito que a sociedade possui de receber informações de alto nível e sem distorção dos fatos. O atual inquilino do Palácio da Alvorada já insultou gratuitamente dezenas de repórteres com palavras de baixo calão e atitudes ríspidas; ordenou que uma vastidão de periódicos...
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O militarismo é sinônimo de delinquência e estupidez?

As nuvens intermitentes do vendaval erístico que — mais uma vez — ocupou os espaços cibernéticos de forma violenta na semana passada estão se dissipando. Os temas que incentivaram a última grande discórdia maniqueísta são atinentes à defesa nacional; segurança pública; direitos laborais; milícias e suas atividades criminosas. As questões envolvendo o senador Cid Gomes, dito representante da unidade federativa do Ceará, também foi amplamente comentada. Tais assuntos, como é de praxe, foram abordados com extrema superficialidade e profundo desconhecimento de causa. Isto posto, a destruição de palavras eclodiu e, para a infelicidade da ordem e do progresso, suplantou o debate. Esta cizânia também foi definida pelos opositores do governo de Jair Bolsonaro, atual presidente da República. O superintendente do Palácio do Planalto acabou sendo taxado de malfeitor e azêmola pela enésima vez em função de sua personalidade estúrdia e por certas declarações que seus familiares e diletantes emitiram acerca do episódio. Muitos atribuíram essa falta de educação e...
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O Carnaval e as suas problemáticas contemporâneas

Para muitos foliões e epígonos da Sapucaí, o Carnaval terá início hoje mesmo. Não obstante, as queixas artificiais e intrínsecas ao festival ocorrem há décadas; sendo feitas, inclusive, por cidadãos que apoiam o evento. Isso ressalta, de maneira sinótica, a dificuldade que a população segue carregando ao emitir opiniões sobre algum panorama, especialmente quando julga necessário exibir que tem um lado com o qual se identifica. É impossível mensurar o número de indivíduos que reclamavam de tudo antes da chegada deste feriado que envolve o país inteiro, mas é correto definir que a insatisfação popular ficará suspensa até o final da próxima semana: altura em que as lamentações voltarão a incidir no cotidiano das pessoas mediante o descongelamento da realidade que a esbórnia das serpentinas petrifica anualmente. Os distúrbios resultantes da conflagração política, incontestável mantenedora do atraso nacional, serão evidentemente preteridos. Constatar que os frequentadores de uma série de blocos carnavalescos são os mesmos que postergam as denúncias contra os...
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Os hebetismos de um ministro saltimbanco

Se o oferecimento de presentes também fosse parte dos ritos carnavalescos, a virtual dispensa de Abraham Weintraub do cargo de ministro da educação seria como uma benesse celestial. Tal hipótese vem adquirindo consistência na medida em que a demissão dos principais assessores que integram a sua pasta ocorre através de um efeito cascata desde o fim de 2019. Esse caos no prédio situado no Bloco L da Asa Norte de Brasília é por conta de infinitos erros bestiais que Weintraub faz questão de cometer e que terminam justificando o seu título de “pior dirigente da história do MEC”, atribuído por diferentes profissionais do setor educacional. Nenhum outro coeficiente é tão importante para que a cidadania seja impecavelmente formada quanto a educação. É dela que os critérios responsáveis pelo desenvolvimento ético; científico; trabalhista e até mesmo a cortesia derivam. É o método que permite o refinamento de inúmeros conceitos humanos a fim de beneficiar a sociedade em termos gerais. Sob...
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Lula livre e o povo preso

“Da forma que a Esquerda em geral defende o ex-Presidente Lula, fica parecendo que o mesmo conseguiu realizar a tão sonhada Revolução do Proletariado e a socialização dos meios de produção no Brasil, com o fim das oligarquias, propriedades e superação total das matrizes do capitalismo. É tanto fanatismo que a impressão passada é de que Lula não é um político, mas sim uma divindade. Chegam a esquecer que a dívida externa do país foi transformada em interna durante o seu mandato, possibilitando que o FMI, sigla correspondente ao Fundo Monetário Internacional, efetuasse múltiplos salvamentos bancários em plena Crise dos Subprimes, batizando as transações como meros empréstimos disponibilizados pelas instituições públicas da economia brasileira.”Expressei tal sentença — e a reitero categoricamente — em um debate virtual sobre conjunturas políticas há cerca de três anos. Isto posto, me perguntaram quais métodos foram utilizados por Luiz Inácio Lula da Silva, trigésimo quinto Presidente da República, para transcrever a dívida externa...
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Que haja disciplina no querido Pavilhão Tricolor em 2020

Todos os seres humanos possuem determinadas certezas nas quais acreditam plenamente. Em meu caso, é a de que sou tricolor de coração. Jamais escondi meu apreço pelo Fluminense Football Club, agremiação pela qual torço desde menino. Não obstante, relativizar impasses nunca foi do meu agrado. Portanto, o único grande clube de futebol do Rio de Janeiro isento de "regatas" em sua denominação precisa ser advertido com urgência. Verdade seja dita, eu tive o privilégio de vibrar com o Fluminense na conquista de dois Campeonatos Brasileiros; uma Copa do Brasil; uma Primeira Liga e diversos turnos do Cariocão, bem como o mesmo de forma principal. Também amarguei uma infinidade de derrotas catastróficas, sendo o vice-campeonato da Taça Libertadores da América e o da Sul-Americana as mais doloridas. No momento presente, já não me exaspero com as vitórias garantidas que foram descartadas em uma porção de jogos no Brasileirão de 2019, até porque a nova comissão técnica vem trabalhando para diminuir...
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