Colunistas

Isolamento também é ajudar ao próximo

Está cada vez mais difícil se acostumar a ficar em casa com essa pandemia. Esse isolamento tem seus prós e contras. O contra é que você fica longe das pessoas que você gosta, perde momentos gostosos, como um abraço, mas, é para o bem de todos. Os prós, você aprende a lidar com o isolamento, às vezes é necessário ficar só para entender o seu “eu interior” melhorar suas atitudes e descobrir habilidades que você nem sabia que tinha. Claro, que as notícias não são nada animadoras, com tanta “desgovernança” entre os poderes, e os casos cada vez mais escancarados de corrupção acontecendo nesse momento fica difícil acreditar que vamos sair logo dessa.  Faz parte dos governos, buscar ajuda e medidas, ninguém nasce sabendo ou acertando, são erros e acertos, mas, vale tentar. O nosso país, por incrível que pareça, vive três crises de uma só vez, e ambas sem perspectivas de solução. Cabe a nós que nas...
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Diga-me por onde andas e te direi que nome terás

Quem me conhece sabe que tenho mania de colocar nome nas coisas, vivas ou não. Lagartixas, gatos, cachorros, aves; passou na minha frente, apelidado está. A maioria dos meus bichos teve nomes nada comuns, jamais nomearia um cachorro ou gato com um apagado Totó, Fifi, Rex, Pluto, Bidu e afins. Todo nome tem que ter um motivo. Se não fosse assim, o Dudu, meu vira-lata primordial, não teria esse nome, pois quem o deu foi meu filho, pequeno que era, se referindo a um amigo nosso, Eduardo, que vivia aqui em casa. Tudo a ver com a vida do Dudu, o cão. A partir dele, outros nomes vieram, isso quer dizer que outros bichos vieram por aqui. Lucy veio em seguida e, por ser contemporânea do Dudu, levou esse nome por nos lembrar que a mulher do Dudu, nosso amigo, se chamava Lúcia. Mortadela veio na sequência, uma vira-lata velhinha, largada na porta de casa. Por que Mortadela? Ora,...
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Países liderados por mulheres se destacam no combate à pandemia

E estas lideranças estão sendo elogiadas na mídia e nas redes sociais por suas atitudes, bem como pelas medidas que introduziram em face da atual crise global de saúde. Um artigo recente da colunista Avivah Wittenberg-Cox na revista Forbes as considerou "exemplos de verdadeira liderança". "As mulheres estão se colocando à frente para mostrar ao mundo como gerenciar um caminho confuso para a nossa família humana", escreveu. As mulheres representam 70% dos profissionais de saúde em todo o mundo. Já no mundo político, em 2018, elas eram apenas dez dos 153 chefes de Estado eleitos, de acordo com a União Interparlamentar. Apenas um quarto dos membros dos Parlamentos do mundo são mulheres. Embora também haja outros fatores sociais e econômicos que favoreçam estes países no enfrentamento à pandemia, analistas acreditam que as trajetórias sociais das mulheres — e não qualquer condicionamento biológico — tornem sua conduta como líderes também diferentes. Entenda o porquê. A primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir, apostou logo cedo em...
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Continuação 3: Manipulação de massa: uma saída

10. Conhecer aos indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência tem gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à vasta tecnologia de capturação de dados pelas ferramentas de mídias sociais e da internet como Google, Whatsapp, Facebook, Instagram, dentre tantas que entrarão em cena ainda, aliadas a biologia, a neurobiologia a psicologia aplicada e a subtração da educação de forma geral, que  mergulha na ignorância a sociedade, o sistema de domínio sociopolítico e econômico, tem desfrutado de um conhecimento avançado sobre a psique do ser humano, tanto em sua forma física como psicologicamente. Esse sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo do que ele conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que dos indivíduos sobre si mesmos. Uma saída é mantermos despertos e...
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Sei Lá…

Estamos vivendo um mundo de incertezas, é pandemia, economia, nada mais será como antes. A única verdade que sabemos é que o planeta está mudando. Gostaria que fosse para melhor. As pessoas ficassem mais humanas e entendessem melhor todo o processo da vida. Mas sabemos que isso é uma utopia e que estamos longe de vivenciar esse momento lúdico e poético. Ficar em casa em isolamento deveria nos dar a sensação de impotência e fragilidade. Alguns com certeza entenderam a mensagem, mas sua maioria não. Alguns com certeza entenderam a mensagem, mas sua maioria não. Quando a vida voltar ao “normal” teremos um povo mais sofrido e mais incrédulo. Infelizmente. Torço para estar errado. Mas minha experiência de vida me diz que não. Hoje estamos vendo pessoas tentando se beneficiar do sofrimento alheio. Pessoas ganhando em cima de respiradores que seriam para salvar vidas. Onde vamos parar? Amanhã será um lindo dia. Só se for na música do Guilherme Arantes,...
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O futebol não deve ser empregado como arma de destruição biológica de um país

Apesar de ser torcedor declarado do Fluminense Football Club e acompanhar o desempenho da equipe nos torneios disputados pela mesma, futebol é um tema que raramente surge nos espaços onde divulgo os meus textos. Porém, quando minha estimada agremiação se posiciona de maneira sensata contra a proposta irresponsável e hedionda de alguns clubes tradicionais endossados pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) para que o campeonato estadual seja recomeçado em pleno surto do COVID-19, demonstrar meu apoio como epígono tricolor e cidadão brasileiro se transforma em um dever moral. Assim como tantos outros despautérios asquerosos, este também recebeu o apoio incondicional de Jair Bolsonaro, atual líder do Governo Federal. Para os que ainda não sabem, essa pestilência vem acarretando milhares de óbitos diariamente. O número de enfermos ultrapassa os trezentos e cinquenta mil, com quase vinte e dois mil finados. O ente federativo do Rio de Janeiro é o segundo mais afetado por tal calamidade...
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Os Monstros da Universal Originais

Quando os estúdios da Universal produziu o filme 'O Lobisomem' (The Wolfman, 2010), com Benicio Del Toro e Anthony Hopkins, não parecia ter pensado em repetir o sucesso das décadas de 1930 e 1940, já que a produção é um remake de terror de 'O Lobisomem' (The Wolfman, 1941). Até porque o estúdio já tinha feito um remake de outro filme da época, 'A Múmia', só que transformando o terror em uma aventura repleta de ação que se tornou uma franquia de sucesso estrelada por Brendan Fraser. No entanto, quando a Universal resolver voltar às origens e ressuscitar oficialmente seus Monstros Clássicos, não optou por continuar a fazer remakes dos roteiros dos filmes originais, mas fazer um reboot de todo seu monstruoso universo, criando novas histórias com os personagens e isso não agradou o público geral. Tanto que o sucesso obtido com 'O Lobisomem' e os 3 filmes de 'A Múmia' passou longe das produções que se seguiram. 'Drácula...
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Mulheres estressadas na Pandemia do Covid19

A ansiedade e o estresse que acompanham a pandemia do novo coronavírus têm impactado a saúde mental das pessoas em todo o mundo, mas novos estudos revelam que as mulheres são as que mais sofrem com a sobrecarga psicológica causada pela crise.A preocupação em não se contaminar e garantir o equilíbrio da situação financeira da família enquanto trabalham e cuidam dos filhos fez escalar o número de homens e mulheres que relataram algum tipo de abalo psicológico desde o início de março. A discrepância dos dados entre eles e elas, porém, chama a atenção de especialistas, que avaliam que o aumento vigoroso dos níveis de ansiedade pode gerar problemas ainda mais graves na sociedade pós-pandemia. Pesquisa da Kaiser Family Foundation mostra que 32% dos adultos nos Estados Unidos diziam, no meio de março, que a inquietação e o estresse com o coronavírus impactaram de forma negativa sua saúde mental. Duas semanas depois, esse número saltou para 45%. No primeiro momento, quando a pandemia ainda...
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Continuação 2: Manipulação de Massa: o pensamento é seu?

5. Dirigir-se ao público como crianças A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se tenta enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade." 6. Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou...
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Davi Correia foi morar no infinito

Em 1973, no auge do regime militar e da repressão política, o espírito galhofeiro do carioca fez cantar no carnaval, nas ruas e salões, uma paródia do refrão do samba "Pasárgada", da Portela: "Ao embarcar no camburão / senti palpitar meu coração". Camburão, como se sabe, é o apelido dado aos carros de polícia que transportam presos. A letra correta dizia "ao embarcar na ilusão / senti palpitar meu coração" e é de autoria de Davi Correia, um dos maiores compositores de samba enredo, que pode, sem dúvida, ser colocado num panteão ao lado de Silas de Oliveira e Martinho da Vila. Davi morreu no último domingo, aos 82 anos, deixando um legado de sambas inesquecíveis."Pasárgada" foi o primeiro samba que Davi desfilou pela Portela. Depois disso emplacaria mais seis, tornando se o maior vencedor na azul e branca de Madureira. Suas composições contribuíram essencialmente para a popularização do samba-enredo, justamente nas décadas de 70 e 80, quando...
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