Colunistas

Afinal, você é um homem ou um rato?

Depende, qual rato estamos falando? Eu não acredito que ratos são seres inferiores. Sim, são de tamanho PP, mas pensam e ajudam o ser humano em inúmeros testes para talvez salvar-nos de doenças. Além, é claro, daqueles pequenos que nos ajudam farejando bombas e outros itens assustadores. É certo que os ratos fogem quando nos veem, é só medir porcamente o nosso tamanho e o deles. Mas, grosso modo, os ratos são valentes até demais. Acha que é fácil ficar perambulando pelas sarjetas atrás de um cantinho com alguma migalha velha? E os gatos? E os mendigos e carros? E as vassouradas? E as espingardas de chumbinho? E os que saem impunes, enquanto (péssimos) políticos? Esgoto ali é só um aperitivo pra tantas cretinices. E então vem a onda do rato do bem. O Rato Herói (Rat Hero), aquele que ninguém vê, principalmente no Brasil, em que ratos vagam incessantemente por bueiros, ralos, esgotos e documentos. Bem, aqui também não...
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Joguinho não: o que o mercado de games tem a ver com seu dinheiro

Arquibancadas lotadas, perfomances de artistas famosos, dançarinos, animações em grandes telões que interagem com o show, luzes e torcedores enlouquecidos… Essa poderia ser a descrição de uma final de copa do mundo, mas é da final do mundial de League of Legends, o maior game para PC atualmente, segundo um estudo do site The Esports Oberserver. Isso mostra que, para quem pensava que games são brincadeira, a realidade é justamente o contrário. Só no ano passado, este mercado movimentou US$ 120,1 bilhões em todo o mundo. Seja quem joga no celular para aliviar o estresse, seja quem joga profissionalmente ou trabalha na indústria, os games impactam a vida de bilhões de pessoas no mundo e no Brasil, movimentando economias, bolsos e empregos. Talvez, você seja um gamer e nem saiba! Movimentando a econômia Fase 1: Games na economia brasileira Quem usa metrô ou pega ônibus no Brasil provavelmente já deve ter visto esta cena: uma pessoa com os olhos pregados no joguinho de celular e os dedos correndo rápido...
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Quem veio primeiro: a arte ou a vida?

Quantos filmes você viu no ano passado? Eu me refiro a filme mesmo, longa metragem. Aqueles que aguardamos ansiosos pela estreia nas salas de cinema. Pois é, a pandemia veio e nos privou desse programa. É verdade que alguns filmes acabaram sendo lançados através na rede. Mas é diferente. Desde criança eu sou um apaixonado pela sétima arte. Viajo nas histórias bem contadas e aventuras que nos permitem sonhar. Romances também são bem vindos, é claro que na medida certa. Sou um amante do cinema, bons filmes nunca são demais. Tenho uma pequena videoteca em casa e não me canso de assistir a alguns bons filmes. Hoje em dia ficou um pouco mais complicado, pois o tempo está curto para tantas coisas e esse costume fica um pouco mais de lado. É verdade que as séries tomam conta de nosso pouco tempo disponível e acabamos por nos acomodar com a praticidade de, num simples toque no computador, acessarmos...
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John Cazale: o ator que apareceu em apenas cinco filmes, todos indicados ao Oscar

Cazale era um descendente de irlandeses e italianos, nascido em Massachusetts que aspirava ser ator desde jovem. Embora ele buscasse uma carreira na indústria do cinema, empregos de ator eram um tanto difícil de conseguir, mesmo para alguém com graduação pela Universidade de Boston.  Diante disso, para ganhar a vida ele trabalhava como motorista de táxi e mensageiro para uma empresa de petróleo. Para a sorte dele, outro entusiasta da atuação também estava trabalhando na Standard Oil, procurando ganhar dinheiro lá até sua grande chance. O homem que conheceu era um siciliano nascido no Harlem chamado Alfredo James Pacino, que ficou impressionado com a forma como aquele sujeito quieto, mas agradável, de aparência um tanto estranha, tinha uma visão fascinante e profunda da vida. Nessa perspectiva, John Cazale começou tarde no cinema. Ele foi noticiado pela primeira vez no palco em Boston aos 24 anos em 1959, enquanto atuava nas peças “Our Town” e “Hotel Paradiso”. Mais tarde, ele se mudou para Nova York e,...
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A insustentável leveza de amar animais

Como a maioria sabe, tenho 3 gatos, antes eram 4, ou 5, ou quase 10. Tudo dependia do clima. Mas, efetivamente, tinha 4. Algumas trocas de guarda, tristes, algumas baixas, mas faz parte. O fato é que, diante desse pelotão, há a democracia ampla geral e irrestrita. Até a hora em que o macho alfa se apresenta. Num primeiro momento, enquanto eram os gatos de rua que vinham na minha janela pro rango a qualquer hora, havia alguns mais proeminentes, mais republicanos, mais mandões. Nada de ditadura, só um silêncio mais forte se destacava. Ralph, meu querido branco de olhos azuis, minha alcatra, pelo tamanhão de meia arroba que tinha, era o mais respeitado. Numa briga, era só um olhar profundo e quieto - lindo por sinal - que tudo se acabava. Um lorde viciado em requeijão. Viciou os outros daqui. Amado até seu último suspiro. Uma salva de palmas para ele se faz necessária.Tinis, o primeiro, era...
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2022 com a vida financeira organizada e livre de dívidas

Uma dose de nostalgia e a pergunta: “2022 começou e o que devo fazer de diferente?” Metas sobre organização financeira e fim das dívidas, é possível que você encontre o que procurava nas próximas linhas. Panorama geral Quem está endividado, não está sozinho. Nos primeiros meses da pandemia, o Brasil teve um salto no número de inadimplentes. Dados do Serasa mostram que o pico da inadimplência ocorreu em abril de 2020, com quase 66 milhões de pessoas com dívidas em atraso. Segundo especialistas, ações como a Medida Provisória que limitou algumas negativações e a maior restrição ao crédito ao longo de 2020 conseguiram reduzir os atrasos nas contas dos brasileiros. No entanto, outubro de 2021 registrou-se níveis de inadimplência quase iguais aos do pico do ano passado, com 63,4 milhões de pessoas inadimplentes e R$ 253,6 bilhões de dívidas em atraso. A baixa renda média do brasileiro e a falta de educação financeira, o principal motivo da inadimplência atual é o desemprego no...
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O Brasil vive em fase bipolar

A pandemia de covid 19 que atinge o mundo desde 2020 revelou mais profundamente no Brasil um clima de bipolaridade, que já vinha se desenhando há algum tempo. Eu, particularmente, identifico este fenômeno desde as grandes manifestações populares nas ruas, em 2013, quando então uma onda de radicalismo e polarização tomou conta do país. Mas por que uma coluna que se dedica ao samba está tocando neste assunto? Primeiro, porque não somos uma ilha e o mundo do samba está inserido na sociedade. Depois porque o carnaval fez aflorar radicalmente esse lado bipolar que de modo geral estamos vivendo. Bipolaridade, do ponto de vista psicológico, genericamente é definido como aquele estado mental em que vamos de um extremo a outro sem escalas. Um estado que repentinamente  alterna euforia e tristeza, otimismo e pessimismo, amor e ódio. Há algumas semanas atrás parecia que caminhávamos para superar todos os transtornos trazidos por esta doença desde 2020. Talvez contaminados pelo clima natalino e...
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Ano novo, vida nova, mas por quê?

A primeira semana do novo ano já está indo embora e a rotina começa a voltar. As festas de final de ano sempre me intrigaram. Ao mesmo tempo que me envolveram em expectativas e esperanças, pois desde pequeno aprendi que o ano novo era a porta para a felicidade, uma vez que toda a nossa sorte estava depositada na virada de ciclo. O clima sempre me embriagava de alegria. Fim de ano, férias escolares, mais tempo para ficar com os amigos e olha que não tínhamos internet e nem TV a cabo. Vivíamos sempre na sensação de uma nova oportunidade de fazer tudo diferente e melhor. Entrava ano e saía ano nada de efetivo mudava. Depois de idas e vindas, pude perceber que estava tudo na minha mente, pois não é a mudança de um calendário que vai fazer tudo se alterar sem que façamos por onde. Está aí, um aprendizado. Dieta, metas, organização, tudo não passava de...
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Objetos entregues com sucesso, doações entregues com carinho

Que estamos na era da mobilidade não é novidade para ninguém. Já nos acostumamos a  pedir comida e carro por aplicativo, ir de um lugar ao outro, começando tudo pela pontinha do dedo.   Agora, uma nova modalidade ao meu ver, bem interessante, chama a atenção por trazer à luz como somos tão esquecidos. É a entrega de objetos por aplicativos de transporte. Com o mesmo modelo dos outros, porém leva apenas objetos e não pessoas. Esta modalidade  se torna uma opção para pessoas que se esquecem de algo, ou apenas precisam fazer uma entrega rápida.  Em conversa com um motorista de aplicativo, que por motivos óbvios iremos chamar de “Arnaldo”, descobrimos que entregar objetos, por vezes é um trabalho bem divertido, uma vez que diversas situações inusitadas cruzam o caminho dos condutores. No ramo de entregas há 11 anos, ele conta que ao aderir a nova modalidade, já entregou de tudo, desde insetos, dinheiro, vestido de R$ 12.0000 a brinco esquecido na casa do...
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Que bons ventos soprem pelo ano todo

Adoro ventos, me dão a sensação de que lá vem mudanças e eu adoro mudanças. De clima, de sensações e o vento vem sempre me avisar que nada é estático. Tirando aquelas ventanias de inverno geladas, e que ninguém venha discordar disso, porque frio é gostoso só dentro de casa, das cobertas, abraçado com alguém. Mas o vento… Meus cachorros têm opiniões contrárias sobre ele. Um tem medo, outro tem pavor e a outra nem liga. Mulheres, sempre são mais maduras. Oras, é só um vento, não é nada. Não é nada desde que não destelhe sua casa, leve as árvores pra longe, arraste casas. Agora é um furacão ou tornado. Continua vento e é dele o mérito. Impossível empinar uma pipa sem vento. Vento é o ar em movimento. É o deslocamento frequente e contínuo do ar na superfície terrestre. Exista muito mais vento no nosso cotidiano que acabamos nos esquecendo: ventoinha, biruta, catavento, cabeças de vento. O...
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