Cães: meus amigos de fé, meus irmãos camaradas

Companheirismo, fidelidade e amizade. Isso deve fazer parte da lista em que se incluam também o respeito e o amor acima de tudo. Com eles e para eles

Quanto vale seu amor pelas suas mascotes? Depende, quanto vale sua mascote para você? E para sua família? A raça determina o quão bravo seu amigão pode ser com você? Já tive inúmeros cachorros, uns de raça, outros nem tanto, mas nunca duvidei do amor de cada um deles conosco.

Semana passada, recebi essa foto do meu primo com a minha sobrinha-neta Diana deitada solenemente em cima da pitbull deles, a Haya. Os mais insensatos, ou ignorantes totais, dirão: que horror! Como você permite que uma menina de três anos se debruce sobre uma fera dessas? Eu diria: simplesmente assim, com toda a naturalidade e amor que o momento, a família e a energia permitem. Como uma cadela, criada a pão-de-ló, em casa, rodeada de pessoas com o mais alto grau de respeito, faria alguma coisa para aquela princesa com nome de deusa? Além disso, Haya já é uma senhorinha, o que mais ela quereria da vida senão um carinho desses?

Diana e Haya, Haya e Diana

Respeito é sempre o primeiro passo a ser dado, animal nenhum vai atacar você apenas por diversão. A não ser aqueles que são treinados para isso, desvirtuando toda e qualquer forma de companheirismo e fidelidade canina. Lá veio o homem mais uma vez querer botar a mão no que já era perfeito. Pitbulls, Rottweilers, Mastiffs e outros têm porte e estrutura feitos para defender, não atacar, não reverta esse processo. Essas raças têm sido usadas até para servir de companhia para crianças e idosos em asilos e hospitais, fazendo com que sua força emocional eleve a energia daqueles já enfraquecidos.

São raças vigilantes 24/7, todos os dias, nos protegem e nos salvam se isso for preciso. Eu não uso o termo ‘tutores’ porque não os vejo assim apesar de sermos, mas como se fossem mesmo membros da família, que é assim que os vejo. São nossos filhos, irmãos, netos, os melhores companheiros, os mais fiéis, os mais fortes, que nunca se venderão ou o trairão. Se bem que um pedacinho de churrasco no fim do dia, na casa ao lado, não faz mal a ninguém. E não é traição, é gula. Eles sempre voltam com aquele rabo abanando como um helicóptero ou debaixo das pernas, já se culpando. E sem mágoas que mereçam uma DR. Graças a deus.

Dito isso, volto a questionar: quanto vale seu amor por eles? E qual o tamanho do amor deles conosco? Todos têm quatro patas, rabos, cortados ou não, com um coração, uma paciência e uma língua gigantes que nos abraçam quando chegamos, assim como a Haya, a pitbull tão malvada que passa horas a fio deitada ao lado da Diana, tomando conta e, se precisar, dar uma lambida na bochecha dela para que ganhe o maior sorriso que couber naquele rostinho bochechudo e rosa.

Por

paula.toom@oestadorj.com.br

Jornalista, tradutora, revisora e redatora. Tem 3 cachorros, 3 gatos fixos e mais um monte ao seu redor. Cuida para que eles não sejam abandonados pelas sarjetas. É editora-chefe das colunas que você lê aqui.

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