Buraco na camada de ozônio no Polo Sul supera o da Antártica

A camada de ozônio, que fica entre 14 e 35 quilômetros acima da Terra, protege o planeta da radiação ultravioleta

O buraco no ozônio que se forma a cada ano no Polo Sul agora é maior que o registrado na Antártica, segundo cientistas do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, da União Europeia, divulgaram nesta quinta-feira (16).

O ozônio se esgota e forma um buraco sobre a Antártica na primavera do Hemisfério Sul, que vai de agosto a outubro. Normalmente atinge seu maior tamanho entre meados de setembro e meados de outubro, de acordo com o Copernicus.

Depois de crescer “consideravelmente” na semana passada, o buraco agora é maior que 75% dos buracos na camada de ozônio dos anos anteriores, no mesmo estágio desde 1979, se tornando superior ao do continente vizinho.

“Este ano, o buraco na camada de ozônio se desenvolveu conforme o esperado no início da temporada”, disse Vincent-Henri Peuch, diretor da Copernicus, em nota.

“Agora nossas previsões mostram que o buraco deste ano evoluiu um pouco maior do que o normal”, continuou Peuch.

O buraco do ano passado começou a ser aberto em setembro, mas depois se tornou “um dos buracos de ozônio mais duradouros em nosso registro de dados”, de acordo com Copernicus.

A camada de ozônio, que fica entre 14 e 35 quilômetros acima da Terra, protege o planeta da radiação ultravioleta.

O buraco no hemisfério sul é normalmente causado por produtos químicos, como cloro e bromo, que migram para a estratosfera criando reações catalíticas durante o inverno antártico.

O buraco na camada de ozônio está relacionado ao vórtice polar da Antártica, uma faixa de ar frio em redemoinho que se move ao redor da Terra.

Quando as altas temperaturas da estratosfera começam a subir no final da primavera, a redução do ozônio diminui, o vórtice polar enfraquece e finalmente se quebra. Em dezembro, os níveis de ozônio geralmente voltam ao normal.

Copernicus monitora a camada de ozônio usando modelagem de computador e observações de satélites.

Mesmo com a camada de ozônio mostrando sinais de recuperação, Copernicus diz que ela pode não se recuperar completamente até 2060 ou 2070.

Isso ocorre porque levará tempo para ver os efeitos da eliminação dos clorofluorcarbonos (CFCs), que destroem a camada de ozônio.

Os produtos químicos foram regulamentados pelo Protocolo de Montreal –assinado pela primeira vez em 1987.

Eles devem ser eliminados gradualmente até 2030, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental.

Um estudo publicado na revista Nature, em agosto, mostrou que o mundo estaria em  um aumento de 2,5ºC na temperatura global e um colapso da camada de ozônio se os CFCs não tivessem sido proibidos pelo protocolo. CNN

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