Brincadeira de criança… Como já foi bom

Jogar bola de gude, taco e batatinha frita 1,2,3. Que saudade! Mas nos dias de hoje tenho é medo de ser chamado para um revival dessas coisas de criança

Como eu gostava de brincar de pique tá, policia e ladrão, carniça, queimado, entre outras brincadeiras de criança. Ficar na rua até tarde. A pandemia nos trouxe uma nova forma de passar o tempo e se divertir com isso.

Muita gente começou a ler mais, ouvir mais música, cantar no chuveiro, escrever mais e claro, maratonar séries. Sejam elas antigas ou novas, o importante é a atualização das histórias. Eu mesmo fiz um pouco de tudo. Não sei como me sobrou tempo, pois aliado ao trabalho, mesmo que em “home office”, o tempo nem sempre nos ajuda. Mas enfim, consegui ver alguns filmes e séries que queria ver.

Sou um amante de documentários e os canais Discovery e History trazem séries e programas incríveis para todos os tipos de assuntos. Gosto muito de temas espaciais e também religiosos, afinal, não sabemos nada sobre eles. Alguns filmes também me fizeram companhia nesses tempos em que a aglomeração não era uma opção. Dentre os que assisti, tem um em especial que sempre que posso e tenho oportunidade, eu assisto, trata-se de “Ghost – Do outro lado da vida”. Uma história bem amarrada que inclui ingredientes que prendem o telespectador. romance, traição, cobiça, inveja e sobrenatural. Ufa! Bom demais, não é?

Mas nem só de clássicos se vive o entretenimento. Aliás, eu tenho uma lista dos dez filmes que não posso deixar de assistir antes de morrer, e um deles é “Casablanca”. Nessa lista fazia parte também o excelente “Chinatown” de Roman Polanski, com Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston. Existem outros clássicos que ainda esperam por mim e eu com certeza encontrarei um momento para assisti-los. Faltam nove. Entre eles estão: Blade Runner – O Caçador de Androides, de 1982, Citizen Kane (Cidadão Kane) de 1941, O Poderoso Chefão, de 1972, entre outros.

Mas venho aqui hoje falar de uma série que maratonei essa semana e gostei muito. Mas antes quero abrir um parêntese para a que assisti na semana passada. “Missa a meia noite” (Midight Mass – 2021), uma produção Netflix que surpreende pela narrativa lenta, cenas grandes, mas humanística. Além de ter situações que nos levam ao filme “30 Days Of Night” de 2007. Uma população pequena isolada numa ilha e que acaba sendo eliminada por zumbis. O roteiro até empolga, mas o desfecho é exatamente igual ao filme citado acima. Aconselho a quem gostar do gênero, que assista.

O filme mostra desafios que envolvem matar quem perde ou você é eliminado

Agora, não poderia deixar de falar na sensação do streaming, “Squid Game” ou “Round 6”, uma série Sul Coreana que bateu recorde de visualização no Netflix desde sua estreia, em 17 de setembro. Eu me interessei em assistir e maratonei essa semana. Apesar de serem apenas nove episódios, mas a duração é de 59 minutos cada um. Mas ao contrário de “Missa a meia noite”, esta série tem dinamismo, desenvoltura e ação. Sim, ela nos leva a “Jogos Mortais” (Jigsaw – 2004), mas existe uma singularidade nesta série, os participantes ao contrário da franquia Jigsaw, vão ao encontro da morte por livre e espontânea vontade. São induzidos por um prêmio bilionários que é oferecido. São 456 participantes atrás do mesmo objetivo, quase 40 milhões de dólares para o vencedor.

Nada mal. Só que apenas um vencerá. Os outros, bem, os outros serão eliminados. Uma produção sul-coreana que nos empolga. mas o que mais chama a atenção, é a percepção de que a humanidade está totalmente fora de rumo. Imaginar que possa haver pessoas bilionárias que têm como hobby promover jogos mortais entre seres humanos pelo simples fatos de ver quem vencerá e eliminará mortalmente seu adversário é simplesmente assustador. Já havíamos visto isto em outra franquia, “Hostel” (O Albergue – 2005). Na época já foi assustador imaginar a possibilidade de existir um grupo assim. Há quem acredite que isso exista, que realmente “O Albergue” foi baseado em fatos reais. Vai saber.

Round 6

Mas voltando ao “Jogo da Lula”, as seis brincadeiras de crianças que fazem parte do jogo nos traz recordações de quando éramos crianças e brincávamos sem medo de ser feliz e principalmente de perder. batatinha frita 1,2,3 por exemplo, quem nunca brincou? Bola de gude era uma das minhas preferidas. Mas pular amarelinha sempre foi algo que me intrigava, pois pular de um lado para o outro e depois voltar, que sentido fazia. Mas no fundo eu gostava. E tantas outras que ainda vivem no nosso imaginário. Eu adoro de vez em quando voltar a ser criança.

Mas esses nove episódios de “Round 6” me deixaram preocupado com algumas situações. O homem chegou ao seu maior declínio na terra? Será que a humanidade têm salvação? Nos vendemos por qualquer coisa? Será que a vida humana não tem mais nenhum valor? A família e a amizade estão com seus dias contados? Quanto vale seus princípios e valores? Por quanto você é capaz de matar seu semelhante? Nossa, acho que vou parar por aqui, pois as perguntas brotam de minha mente como os braços da lula.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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