Brasil propõe corte no orçamento de 2021 para proteção ambiental à medida que o desmatamento aumenta

O desmatamento na porção brasileira da maior floresta tropical do mundo atingiu um pico de 12 anos em 2020, de acordo com dados do governo

O governo do Brasil, sob o presidente Jair Bolsonaro, está propondo o menor orçamento para proteção ambiental em pelo menos 13 anos, apesar da destruição crescente da floresta amazônica do país, de acordo com dados da organização sem fins lucrativos Contas Abertas.


O desmatamento na porção brasileira da maior floresta tropical do mundo atingiu um pico de 12 anos em 2020, de acordo com dados do governo.

Desde que assumiu o cargo em 2019, Bolsonaro drenou fundos de agências ambientais e nomeou funcionários que promovem táticas mais suaves contra a extração ilegal de madeira e outros crimes.

A eleição do presidente dos EUA, Joe Biden, pode aumentar a pressão sobre o Brasil por causa de seu histórico ambiental. Biden disse durante sua campanha que o mundo deveria oferecer dinheiro ao Brasil para preservar a Amazônia e ameaçou consequências econômicas não especificadas se não o fizesse.

“Há muita pressão sobre o Brasil por causa do tratamento que dá ao meio ambiente”, disse Gil Castello Branco, diretor executivo da Contas Abertas, uma organização sem fins lucrativos brasileira que monitora os gastos do governo.

“Não faz sentido fazer uma proposta de orçamento que reduza o valor para o meio ambiente.”

A assessoria de imprensa de Bolsonaro direcionou perguntas sobre o orçamento aos ministérios da economia e do meio ambiente. O Ministério do Meio Ambiente não quis comentar, enquanto o Ministério da Economia não respondeu às perguntas sobre os números das Contas Abertas.

Bolsonaro diz que o Brasil é um modelo de conservação, tendo preservado a maior parte de sua cobertura florestal original, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos, e critica agências governamentais por aplicarem com excesso de zelo as leis ambientais.

A proposta de orçamento do governo para o Ministério do Meio Ambiente, as agências sob sua administração e outros programas de gastos ligados ao meio ambiente é de 2,9 bilhões de reais ($ 530,50 milhões), de acordo com uma análise dos registros públicos do Contas Abertas.

Isso representa uma queda de 5,4% em relação à proposta de orçamento do governo para o meio ambiente no ano passado, até o nível mais baixo na análise do Contas Abertas desde 2008.

Os cortes fazem parte do plano orçamentário enviado pelo governo Bolsonaro ao Congresso para apreciação e ainda estão sujeitos à revisão dos parlamentares.

($ 1 = 5,4665 reais)

Reuters

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