Biden decide reverter algumas políticas da Era Trump relacionadas à Cuba

Mas as mudanças vão expandir o número de voos comerciais e fretados para Cuba, inclusive para cidades além de Havana, e permitirão que mais americanos interajam com o povo cubano por meio de visitas autorizadas de grupo

O Departamento de Estado anunciou na segunda-feira (16) uma série de medidas que visam apoiar o povo cubano, incluindo o restabelecimento do Programa de Liberdade Condicional da Reunificação Familiar Cubana e o aumento dos serviços consulares e do processamento de vistos.

“Tornaremos mais fácil para as famílias visitarem seus parentes em Cuba e para os viajantes autorizados dos EUA se envolverem com o povo cubano, participar de reuniões e realizar pesquisas”, disse o porta-voz do Departamento, Ned Price, em comunicado.

O governo Biden também está elevando o limite de remessa familiar de US$ 1.000 por trimestre “e apoiará remessas de doações para empreendedores cubanos, tanto com o objetivo de capacitar ainda mais as famílias a se apoiarem quanto para que os empresários expandam seus negócios”, disse Price.

O presidente Joe Biden prometeu em setembro de 2020, durante a campanha, que “tentaria reverter as políticas fracassadas de Trump que infligiram danos aos cubanos e suas famílias”. Seu governo estava realizando uma revisão das medidas do ex-presidente em Cuba desde que o democrata assumiu o cargo em janeiro de 2021.

Como Biden lida com Cuba pode ter implicações políticas, já que ele perdeu a Flórida para Trump na eleição de 2020 depois que o ex-presidente afirmou repetidamente que Biden transformaria os EUA em um “país socialista” se ele ganhasse, uma mensagem que ressoou entre os cubano-americanos.

As mudanças anunciadas na política de Cuba vieram após uma longa revisão ordenada pelo presidente e representam os maiores passos políticos em direção à ilha desde que Biden assumiu o cargo.

No entanto, o atual governo não conseguiu restabelecer totalmente a abordagem do governo Obama em relação a Cuba, deixando em vigor algumas restrições e mantendo sanções a certas entidades.

Os EUA mantém proibido o turismo americano em Cuba e que indivíduos viajem para lá para fins educacionais, mesmo depois de afrouxar algumas restrições da era Trump.

Mas as mudanças vão expandir o número de voos comerciais e fretados para Cuba, inclusive para cidades além de Havana, e permitirão que mais americanos interajam com o povo cubano por meio de visitas autorizadas de grupo.

Fazer isso “permitirá um maior engajamento entre o povo americano e seus valores democráticos”, disse um alto funcionário do governo.

Os EUA ainda planejam processar vistos de imigrantes em sua embaixada na Guiana enquanto trabalham para reabilitar suas instalações em Havana, que sofreram uma redução no tamanho após incidentes de saúde ainda inexplicáveis ​​entre diplomatas e funcionários.

Biden instruiu sua equipe a aumentar o número de funcionários na embaixada, em parte para facilitar a solicitação de vistos de imigrante.

O anúncio ocorre quando Biden enfrenta uma decisão sobre se deve convidar líderes cubanos para a próxima Cúpula dos Americanos, que sediará em Los Angeles no início de junho. Autoridades insistiram que as mudanças anunciadas não estão relacionadas à cúpula e à controvérsia em torno da possível exclusão de certos líderes da região.

“Devemos nos concentrar em abordar toda uma série de desafios compartilhados na região e não focar somente na cúpula sobre quem aparece e quem não aparece”, disse um funcionário.

Um outro funcionário descreveu as mudanças como “medidas práticas que estamos tomando para enfrentar a situação humanitária e responder às necessidades do povo cubano”. CNN

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