Bares e restaurantes tem aumento de consumo no Brasil

O dado é um reflexo do avanço da vacinação e da melhora significativa nos números da pandemia

Uma pesquisa feita pela Credicard, com base nos gastos dos cartões da marca, mostra que houve aumento de consumo em bares e restaurantes brasileiros. Segundo o levantamento, em outubro deste ano houve um aumento de 28% no consumo nestes estabelecimentos em relação a outubro do ano passado. O dado é um reflexo do avanço da vacinação e da melhora significativa nos números da pandemia.

Já em comparação com o mês de setembro de 2021, o aumento no consumo foi de 10%. A pesquisa ainda mostra que 86% destes gastos em bares e restaurantes no mês passado aconteceram em compras presenciais.

O setor de bufês também tem apresentado melhoras. Conforme o Credicard, o total gasto no cartão de crédito no setor, em outubro, aumentou 56% em relação ao mesmo mês do ano passado, e teve alta de 8% na comparação com setembro de 2021.

Corroborando com os números acima, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) entre os dias 14 e 22 de outubro, revelou que 79% dos empresários do setor ouvidos mostraram confiança na retomada e dizem esperar um aumento nas vendas no fim de ano.

Apesar disso, a pesquisa indicou que há, ainda, 32% de donos de bares e/ou restaurantes que seguem trabalhando no prejuízo. O número, no entanto, apresenta uma pequena melhora em relação à pesquisa feita em setembro, quando eram 35% funcionando no vermelho.

“Por um lado, estamos otimistas com a retomada. Fecharemos o segundo semestre com crescimento real de 2% a 3%. Com o avanço da vacinação e a melhora dos indicadores, este desejo que estava há meses reprimido nos brasileiros está se concretizando nos encontros em torno das mesas dos bares e restaurantes”, relata o presidente-executivo da associação, Paulo Solmucci.

“Ao mesmo tempo, seguimos com os pés no chão entendendo que ainda enfrentamos um cenário muito difícil, com alta de inflação e com o alto grau de endividamento das empresas. A pandemia foi especialmente dura com o setor e precisaremos de pelo menos dois anos para colocar as coisas nos eixos”, conclui.

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