Sobre: Piterson Hageland

Jornalista literário no segmento metapolítico e sociocultural. Pesquisador de assuntos históricos, filosóficos e aspectos econômicos do Brasil e da Ásia Oriental. Colaborador de periódicos geopolíticos e podcasts. Tradutor, locutor e dublador ocasional.

Postagens recentes por Piterson Hageland

O Rio de Janeiro e a corrosão de suas águas

Em meados da década de 1970, quando houve a fusão do antigo Estado da Guanabara com aquele Rio de Janeiro espelhado pela cidade de Niterói, três instituições públicas de serviços hídricos gerais foram consubstanciadas em uma. Surgia aí a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, popularmente conhecida por meio do acrônimo CEDAE.

Para quem disponibiliza atenção às crônicas nupérrimas da sociedade fluminense, não causa espanto saber que a CEDAE possui, desde o princípio, uma equipe de profissionais com altíssimo grau de instrução técnica e compromisso ético, reconhecida por todo o Brasil e mencionada com absoluta deferência por uma série de organizações internacionais. São pessoas que mantêm a companhia funcionando 24 horas por dia através de um trabalho meticuloso e rigorosamente bem definido, almejando realizar um excelente tratamento das águas que correm pelo território do Rio de Janeiro. Assim, garantem a distribuição profícua da mesma — sob as...

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Ela veio com a luz que sempre foi

Jamais pretendi utilizar o espaço que tenho neste jornal para fazer declarações românticas. Não é pela temática que decidi expor aqui ou porque me faltava uma namorada, mas sim pelo fato de que nunca possuí talento suficiente para realizar algo tão protuberante. Minhas narrativas, a propósito, inclinam-se à ótica de segunda ou terceira pessoa, e dificilmente não busco derrubar a famosa "quarta parede". Diferente do sentimentalismo, a causticidade espontânea é um traço idiossincrático que preservo desde a infância. Todavia, essa ocasião dispensa o uso de palavras beligerantes.

É lógico que não almejo converter este boletim semanal em uma circular de rapsódias irredutíveis, mas não posso deixar de escrever sobre a mulher que me resgatou do frio e extinguiu a insônia que tanto me perseguia devido a uma série de calamidades que enfrentei nos últimos tempos. Reitero que não sou hábil com isso, porém é tudo o que sinto — e merece...

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O “menos pior” e suas consequências

No último trimestre deste ano, iremos comemorar o nonagésimo aniversário do fim da Revolução de 1930, que alçou Getúlio Vargas ao poder através de um golpe de Estado e pôs fim a Primeira República Brasileira. Mas nem tudo mudou, principalmente nos vértices correspondentes ao molde da política nacional e suas comparações.

Vargas controlou a República por dezenove anos, sendo quinze como ditador. Ao contrário do que muitos adoram conceber, o fato do décimo quarto Presidente do Brasil ter sido um autocrata não significa nada; tampouco é argumento intelectualmente suficiente e honesto para inscrevê-lo no rol dos pústulas das crônicas gerais da nação. Os remanescentes da população que viveu em seu governo são pessoas com aproximadamente noventa anos de idade. Eram apenas crianças durante o período e seriam incapazes de acompanhar a trajetória do país com a devida maturidade. Todavia, esses mesmos cidadãos repetem o que seus familiares diziam: "Getúlio Vargas foi nosso último...

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Feliz Ano-novo?! É…tomara que sim

Faltam apenas quatro dias para que o ano de 2019 se finde. É o limiar dos "Anos 20" do quinto século do calendário gregoriano. Todavia, o Brasil parece amarrado ao período da invasão lusitana de 1500.

Para que haja uma verdadeira expansão da qualidade de vida e desenvolvimento econômico nacional, é preciso combater as desigualdades sociais com brio e rigidez. Isso exige que as verbas públicas sejam utilizadas de forma coerente — tanto pelos vértices da razão quanto pelas margens da legalidade —, bem como deve haver a minimização do desperdício; da burocracia supérflua e do abandono premeditado e inconsequente.

Todos os pontos mencionados são conceitos fundamentais e imanentes. Sendo assim, os brasileiros que se preocupam com a investigação dos fatos compreendem os eventos atuais do país sem muitas dificuldades.

É nítido que o Brasil atravessa uma fase de turbulência cáustica há décadas, com o preço dos itens e serviços básicos se multiplicando e o...

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Festival religioso ou banalização do consumo?

O dia 25 de dezembro está se aproximando, mas o incentivo ao consumismo bárbaro e leviano tem se multiplicado profundamente desde o fim de novembro. Tal conjuntura será mantida até janeiro, onde as mercadorias natalinas remanescentes sofrem uma queda significativa nos preços.

Qualquer indivíduo com o mínimo de sensatez e instrução financeira básica pondera antes de efetuar uma compra, por menor que ela seja. Existe alguma emergência concreta que justifique a aquisição de um novo produto? Há outros utensílios em casa que podem atender às mesmas necessidades de forma equivalente? É o momento apropriado para um sumpto? Os benefícios acarretados pelo item serão maiores que as expensas? Tais observações são absolutamente imprescindíveis, contudo é uma simples minoria que leva esses princípios em consideração.

De um modo geral, a sociedade brasileira é extremamente forçada ao consumo intenso em diversos paradigmas. Sendo assim, é muito difícil conduzir a vida de...

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