Sobre: Paula Toom

Jornalista, revisora e redatora. Tem 3 cachorros, 3 gatos fixos e mais um monte ao seu redor. Cuida para que eles não sejam abandonados pelas sarjetas. É editora-chefe das colunas que você lê aqui.

Postagens recentes por Paula Toom

Minhas mascotes de quatro rodas

Sempre gostei de carros. Quando eu era pequena, bem pequena, lá pelos anos de 1970, lembro que meu pai tinha um Corcel, não o II, mas o I mesmo, originalmente com a placa amarela e números pretos: AW 1030. Inesquecível como deveria ser. Pronto, meu fetiche por carros começava ali, naquela coisa que não andava como os de hoje mas, que raios, eu só tinha 6/7 anos!

E aí soube que a Ford vai embora do Brasil. Me pergunto se é de verdade mesmo ou se é só um teaser pra um novo lançamento deles, com seus carros ícones de décadas. E que funcionam até hoje. Sábado mesmo vi uma Belina, horrorosa para os padrões de hoje, andando toda lépida e faceira pelas ruas da cidade e me lembrei com muito carinho das viagens que fazia no Corcel do meu tio, perambulando pelas cidades, pelos parques, pelos clubes.

É Natal, Réveillon, Copa do Mundo, aniversário da vizinha, batizado do peixe. E soltam-se fogos. Bombas, na verdade. E quase ninguém faz nada, nem mesmo quem deve fazer isso por obrigação.

E então, foi-se embora mais um ano, mais uma tortura, mais acidentes. Acabei de ver uma história na cidade de Pimenta Bueno (RO), na Zona da Mata, na última sexta-feira, primeiro dia do ano. E quase último para a cadelinha Laika, um nome tão comum quanto os acidentes que sempre nos rodeiam.

Laika, ao escutar os fogos, fugiu apavorada e caiu numa vala, entre paredes e não conseguia sair. Quando sua tutora (não podemos mais dizer 'dona', já que ninguém é de ninguém) se deu conta, saiu correndo para tentar resgatá-la. Sem sucesso. E Laika, bravamente, continuou sua saga heroica de aguardar a chegada dos bombeiros, que logo - pasmem, logo!- chegaram e tiveram um trabalhinho...

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Adeus ano, meu velho

E chegou o fim. O fim da picada, o fim do covid-19 ou o fim do mundo? Nenhum deles, só o tão esperado fim do ano, afinal, que fim de década foi essa? Aposto que nem Nostradamus teria arranjado final mais espetacular, porque, pelas contas dele, o nosso fim já teria sido na mudança de século.

Vamos lá fazer a tortura de relembrar tudo o que não deveria nem ter acontecido, afinal, somos seres humanos e deveríamos reconhecer os nossos erros. Mas, por exatamente sermos humanos, temos um ego enorme e a maioria de nós não admite errar. E não temos esse hábito de reconhecer os próprios erros, nem em DRs. Para que mexer nas feridas, por que não deixaram que cicatrizem? Para que não forme uma queloide já seria um bom motivo, para consertar o que fizemos de errado seria outro. Para vivermos em paz seria o ideal.

Outro dia mesmo, exatamente da mesma data do Halloween (31 de outubro), temos o dia nacional do nosso querido Saci-Pererê, um cara pra lá de brasileiro, negrinho, baixinho, fumante de cachimbo, sem uma perna, que tem um saquinho mágico com poderes especiais nada ilícitos e que some com as nossas coisas num piscar de olhos. Nada mais brasileiro. Nada mais politicamente errado. No entanto, nunca é lembrado. Os outros, pois eu me lembro dele todos os dias, principalmente quando alguma coisa some misteriosamente aqui comigo. Ok, eu sou mesmo bem desligada, mas existem coisas que, se não tiver sido obra do Saci, foi obra da Curupira. Certeza.

E por onde andará o Saci? Por que ninguém se preocupa em não esquecê-lo? Espero que o racismo não venha atrapalhar também esse ser tão brasileiro e tão engraçado, que ouso até chamá-lo de mala, no quesito pilantra mesmo, afinal, o que mais...

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E depois a louca dos gatos sou eu

Dean Nicholson, um escocês cansado dessa vida chata e cansativa de só jogar rúgbi, decidiu ser soldador e ali cansou mais ainda, afinal, ficar soldando por 9 horas diárias cansa mais. Muito mais. Um dia se encheu de tudo e decidiu sair tipo easy rider pelo mundo, de bicicleta, como todo bom escocês maluco. Mal sabia ele o que o destino preparava para aquele ser tão clean e descolado.

Deixando a Escócia, foi para Amsterdã, passando pela Bélgica, Grécia, Suíça e Itália. Não satisfeito, deu um 'olá querida' para a Croácia e Bósnia. E foi ali que sua vida mudou. Subindo uma colina, percebeu que um miado o perseguia morro acima e aí parou para ver. Uma gatinha, que se pôs ao seu lado, assim como um cachorro faz quando quer alguma coisa. E de lá não saiu mais. Literalmente.

Dean então a colocou numa sacola (sem...

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