Sobre: Guilherme da Franca

* Publicitário. Comendador em comunicação 2019. Um dos emancipadores de Mesquita. Tenho alguns ditados: - 'A Cultura eleva a alto estima de uma comunidade, engrandece e deixa nobre sua população'. - 'O político é corrupto, porque quem o elegeu foi sua imagem e semelhança: seu eleitor'.

Postagens recentes por Guilherme da Franca

Os sub-raças

A região da baixada fluminense possui um comportamento impar em comparação aos demais municípios do Estado do Rio. Nela, quando se tem cidadãos que se destacam como valores profissionais, intelectuais, ou políticos, e não se submetem aos “poderosos de plantão”, normalmente são mantidos à margem, através desses “poderosos” que eu denomino de sub-raças, no quais incluo certos políticos e empresários, de comportamentos mesquinhos, oportunistas e incapazes intelectualmente, os quais chegaram a uma situação social e financeira só Deus sabe como, e que não procuram ajudar sua cidade, pois, o seu objetivo maior é a ganância e o bem-estar pessoal.

Durante esse tempo vivendo e convivendo nessa região, não vi sequer uma evolução cultural que tenha a participação desses indivíduos.

Somos baixada, pois nos impuseram essa denominação. No entanto, estamos um pouco acima do nível do mar, quando o certo deveria ser recôncavo, ou deveria ser citado...

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A marmita viajante

Desde o dia anterior, Ricardo de Ricardo – veja só o nome da peça – não estava no seu melhor dia. Tudo saía errado. Trabalhava numa oficina mecânica autorizada da concessionária BMW. Mas, na verdade, lá nunca apareceu um automóvel deste para  conserto.  Seu sonho era ter um, um dia. Sonhava constantemente com o carro, mas no final de seus sonhos, a BMW se transformava em fusquinha ou em barata.

A barata era sua inimiga número um. Estava sempre em cima de sua cama, além daquelas que resolviam passear em sua “enorme” casa de um cômodo. Muitas das vezes, sua cama parecia a Arca de Noé. Eram todos convidados a dormirem nela: ratos, lacraias, lagartixas… A lagartixa era sua grande amiga, comia todos os insetos, principalmente na noite que lhe acordavam de hora em hora. Ele, às vezes, chegava a exagerar, colocando as lagartixas em sua cama para compartilhar de seu...

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Quase como no sonho

Em um dia desses que se tira para visitar a família, resolvi ir à casa de minha tia. Chegando lá, e depois de um longo bate papo, tive vontade de ficar na janela de seu quarto, que ficava de frente para uma rua. Em frente à sua residência havia uma outra muito bonita, com muros gradeados, vendo toda a sua fachada. Próximo ao portão, havia uma gaiola com um canário. Na rua, dois garis varrendo. Um bem em frente à casa, e o outro do lado da casa de minha tia.

O gari que varria perto da bela casa, de repente parou de fazer seu trabalho e começou a falar com o canário. Olhou para ele, e perguntou-o se não trabalhava. Isso me deixou estupefato pensando que o homem fosse maluco. Como o canário não lhe respondia, o gari contestava a mordomia que o pássaro levava, lamentando enquanto ele se desgastava...

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Sessenta segundos

Um homem de estatura mediana, trajes simples, forte, de bigode, dobrava a esquina de uma rua muito movimentada, apressadamente. Pelos passos rápidos, testa franzida, demonstrava preocupação. Gente se atropelando e parando em frente às vitrinas das lojas, incomodando quem andava pela calçada. O homem ia se esquivando das pessoas que vinham ou atravessavam por ele.

Sem esperar, uma criança  estendeu-lhe a mão pedindo dinheiro. Ele com uma atitude  grosseira e gesticulando mandou o garoto ir trabalhar como engraxate, e passou a andar  mais apressado do que antes.

Instante depois, uma mulher maltrapilha, suja e grávida, colocou-se à sua frente. Também pedia uma esmola para ela e o bebê que ia nascer. O homem ficou irritado, mandou ela sair da frente dizendo para tirar o filho e pedir dinheiro àquele que o fez.

Durante todo seu percurso e fatos, alguns olhos o observavam.

Mais adiante, o homem...

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O aipim

Tempos remotos, antes do descobrimento do Brasil, andou um chinês por essas terras, chamado Chin Chan Pin. Chegou ao país por acaso, como os demais não descobridores do Brasil, quão Pedro Álvares Cabral.

Pin conheceu uma tribo em Manaus e se apaixonou por uma índia, filha do cacique que era do cacete. O chefe era mandão e sua filha Potira era quem sugeria o nome de todas as plantas que os índios descobriam na selva.

Certo dia, Pin e Potira foram dar umazinha no mato. Pin, muito safado, pegou a índia por trás e…Creuuu!!! A índia gostou e se segurando como podia colocou a mão numa raiz, já revirando os olhos começou a gritar:

– Aí Pin…Aí Pin…

E, assim se deu o nome da raiz que todos os brasileiros hoje conhecem. Graças à mandioca do Pin e o gemido da índia Potira.

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