Sobre: Fabio Terre

Cineasta, poeta, escritor e jornalista.

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Paraguai se reergue das duas grandes guerras do continente

O candidato Mario Abdo Benítez venceu as eleições presidenciais do Paraguai, que aconteceu no mês passado. A diferença foi de apenas quatro pontos percentuais sobre seu principal adversário, Efraín Alegre, do centro-esquerdista “Partido Liberal”. “Marito”, como Benítez é chamado no país, é filiado ao Partido Colorado, conservador e de direita, e é o que se perpetua mais tempo no governo do país. Desde o período de ditadura militar (1954 – 1989) até os dias atuais, o Partido Colorado rege o Paraguai. Mesmo com a queda do ditador Alfredo Stroessner, o partido continuou vencendo eleições. Só em 2008 essa hegemonia foi quebrada através da vitória do ex-bispo Fernando Lugo da Aliança Patriótica e pelo seu substituto, o vice Frederico Franco, do Partido Liberal, após um questionável processo de impeachment iniciado por um parlamentar colorado. Eduardo Heleno, professor membro do Instituto de Estudos Estratégicos (Inest) da UFF, explica a preponderância do partido. “A hegemonia foi calcada na afiliação compulsória de funcionários públicos e...
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França: “O desemprego deixa de ser conjuntural, para ser estrutural”, diz especialista

O setor ferroviário francês entrou em greve  no começo deste mês contra as reformas trabalhistas do governo do presidente Emmanuel Macron. O protesto está programado para durar 36 dias, com alternância de 2 dias de paralisação para cada 5 de funcionamento. Os trabalhadores não querem a transformação da empresa SNCF (Sociedade Nacional de Ferrovias Francesa) em sociedade anônima e nem o fim do estatuto cherminot, que proporciona uma série de benefícios para os funcionários. A SNCF é uma das principais empresas públicas da França e tem um prejuízo anual de 3 bilhões e já acumula uma dívida total de quase 47 bilhões. Macron quer dar mais eficiência à ela e eliminar “privilégios” de novos funcionários, como o emprego vitalício, a aposentadoria a partir dos 52 anos e viagens de trem grátis ou mais baratas. Em 2020, as regras de liberalização da União Europeia encerrarão o monopólio da empresa e a abrirão à concorrência, o que já cria a necessidade...
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A espionagem é um problema histórico

Foi no começo deste mês, em Salisbury, no sul da Inglaterra, que foram envenenados o ex-espião russo Serguei Skripal, 66, e sua filha Yulia, 33 e que seguem internados. O governo britânico acusou a Rússia pelo crime, o que gerou uma intensa crise diplomática. A primeira ministra britânica, Thereza May, declarou que o envenenamento de Skripal e sua filha representou um uso ilegal da força pelo Estado russo contra o Reino Unido e determinou a retirada de 23 diplomatas russos no Reino Unido. Moscou negou a participação no atentado e considerou “absolutamente irresponsável” a acusação de Londres. Dmitri Peskov, o porta-voz do Kremlin, chegou a afirmar que o cidadão russo mencionado havia trabalhado para os serviços especiais britânicos e que  o incidente ocorreu em território britânico e não é de modo algum problema da Rússia, nem de suas autoridades. Em represália à expulsão de seus diplomatas, o Kremlin expulsou o mesmo número de diplomatas britânicos em território russo. Proteção a soberania  Angelo...
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“Os EUA perderão guerra comercial”, diz professor

[caption id="attachment_77531" align="alignleft" width="200"]créditos: Pixabay créditos: Pixabay[/caption] O presidente americano, Donald Trump, anunciou recentemente a  elevação das tarifas de importação de aço em 25% e em 10% para o alumínio,  causando grande agitação no mercado internacional. A medida visa proteger o mercado nacional, mas, segundo especialistas, é desastrosa para o mundo, inclusive para os próprios EUA. Trump declarou em seu twitter no dia 2 que “guerras comerciais são boas, e fáceis de vencer”. Como exemplo, afirmou que “quando nós perdemos 100 bilhões de dólares com certo país e eles ficam metidos, não comercializamos mais com eles – nós temos uma grande vitória”. Em resposta, presidente do conselho europeu, Donald Tusk,  declarou numa coletiva à imprensa em Luxemburgo, que “guerras comerciais são ruins e fáceis de perder”. Recentemente,  Tusk pediu a Trump que “faça comércio, não guerra”. Atitude pode ser prejudicial para os  EUA O professor Doutor de economia da USP, André Luis Squarize Chagas,...
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“Britânicos só perceberão o erro do Brexit só depois que ele acontecer”, diz especialista

[caption id="attachment_76642" align="alignleft" width="200"]arquivo pessoal arquivo pessoal[/caption] A União Europeia aprovou recentemente, a política para o período de transição do Brexit, que começa em março de 2019 e termina em 31 de dezembro de 2020. Teresa May, primeira ministra britânica, tem sido criticada na condução das negociações do Brexit e não gostou das imposições de Bruxelas, sede da União Europeia (UE), que retiraram do Reino Unido o poder de veto à novas leis. Mas, o Brexit ainda é considerado incerto, por muitos. O professor Kai Lehmann, professor de relações internacionais da USP e doutor pela Universidade de Liverpool,  considerado um especialista em Reino Unido e fala sobre o Brexit. O Estado RJ: Os britânicos são conhecidos por serem reservados. O Brexit é bom economicamente para o Reino Unido ou é apenas reserva britânica? Kai Lehmann: Bom não vai ser. A única questão para mim é se o declínio econômico vai ser um processo lento...
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