Sobre: Amilton Cordeiro

Jornalista, pesquisador de samba e compositor.

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O mais Cult dos santos

São Jorge extrapola as religiões e, talvez, com exceção dos evangélicos neopentecostais, é admirado por todos.
Este "talvez" é porque há controvérsias se algum deles, a maioria pós convertido, em algum passado já não acenderam uma vela para o guerreiro.

Até ateus confessos se rendem e caem dentro da feijoada e das rodas de samba nas festas regadas a cerveja, a bebida preferida do santo. Se há um lugar onde São Jorge é unanimidade é no mundo do samba. Não há sambista que não o venere. São diversos sambas compostos em sua homenagem. Seu nome já foi cantado em vozes como Zeca Pagodinho, Jorge Benjor, Jorge Aragão, Seu Jorge e Alcione.

Mas sua força extrapola o samba. Fernanda Abreu, Jorge Vercilo, Alceu Valença, Racionais MCs já cantaram o santo em suas vozes. Nas escolas de samba, São Jorge foi protagonista pelo menos duas vezes na avenida, em...

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O show tem que continuar

Considerado um dos melhores compositores de samba do país, ele faz parte da geração forjada nos pagodes do Cacique de Ramos, na década de 70. Luiz Carlos Baptista, seu nome de registro, morreu jovem, aos 59 anos, em 2008, vitimado por um câncer no intestino.

Os amantes do Carnaval o conhecem como autor, juntamente com Rodolfo e Jonas, pelo samba enredo Kizomba, festa da raça, um dos melhores de todos os tempos e com o qual a Unidos de Vila Isabel sagrou se campeã em 1988. Antes disso, em 1979, um samba seu pela primeira vez desfilou na avenida. Com os anos dourados de Carlos Machado , no qual a Vila ascendeu ao grupo especial.

Ainda no capítulo samba enredo são de sua autoria, em parceria com Nei Lopes, os clássicos Por um dia de Graça (gravado por Simone) e Nas veias do Brasil, ambos da escola de...

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O samba resiste, agora com melhores perspectivas

Várias cidades brasileiras reconheciam o perigo que rondava o sistema de saúde e começavam a adotar medidas de fechamento de várias atividades sociais, visando deter a proliferação do vírus. Com isso as quadras das escolas de samba tiveram seus eventos paralisados.

No início, os mais otimistas esperavam uma interrupção passageira e que logo voltariam as feijoadas, as rodas de samba, os ensaios. Entretanto, passado um ano, nem o mais pessimista imaginaria que em março de 2021 a situação estaria ainda pior, sem a volta das atividades do samba tão cedo, pelo menos nesse primeiro semestre.

A previsão é que no segundo semestre, com grande parte da população já vacinada, as atividades possam ir voltando gradualmente. O mundo do samba aguarda esse momento ansiosamente.

Agora com uma gestão municipal mais preocupada com as vocações do Rio de Janeiro e que reconhece as...

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É Carnaval!

Afinal, está lá no calendário para nos lembrar a efeméride que antecede o período da quaresma estabelecido pelo Cristianismo. Ou seja, há carnaval, mas não há carnaval. Em tempos normais, a esta hora a cidade já fervilhava, com milhões de pessoas nas ruas, puxadas pelo Cordão da Bola Preta, que abre oficialmente os festejos de Momo no Rio de Janeiro.

As escolas de samba já estariam com seus carros alegóricos na concentração, as imediações da Marquês de Sapucaí já interditadas, com aglomeração de turistas curiosos para conhecer aquela magia.

As autoridades médicas e governamentais fizeram um enorme esforço para convencer o povo a ficar em casa e evitar festas e blocos clandestinos. Além da proibição oficial, com decretos e ameaças de prisão e multa para quem descumprisse a ordem, diariamente os meios de comunicação anunciavam que este ano não haveria carnaval.

Por trás...

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Adeus ano velho, feliz 2022

Esta semana, comentando a atual situação em que vivemos, brinquei com um amigo que não irei comemorar o meu aniversário, em março. Tão pouco aumentarei a minha idade.

O cancelamento do Carnaval já é um presságio disso. O que antes havia sido adiado para julho, agora só em 2022. Quando eu era adolescente e comecei a me apaixonar pelo samba e o Carnaval, eu costumava pensar que quanto tempo eu vivesse, eu teria presenciado carnavais. Se vivesse 100 anos, teria passado por 100 carnavais.

Mas, definitivamente, essa minha conta de quem começava a vida, foi por água abaixo. Se eu viver 100 anos, só terei passado por 99 carnavais. Isso se outra catástrofe dessa não acometer novamente a humanidade.
Nem nos períodos de guerras mundiais ousaram cancelar o Carnaval. Em 1912, quando o Barão do Rio Branco morreu, o governo decretou luto e adiou os festejos...

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