Ano novo, vida nova, mas por quê?

Sete pulinhos sobre as ondas, comer romã, roupa branca, lentilhas, aves, nem pensar! Dinheiro no sapato, folha de ouro na carteira, etc. Quanta coisa para o sucesso. Será?

A primeira semana do novo ano já está indo embora e a rotina começa a voltar. As festas de final de ano sempre me intrigaram. Ao mesmo tempo que me envolveram em expectativas e esperanças, pois desde pequeno aprendi que o ano novo era a porta para a felicidade, uma vez que toda a nossa sorte estava depositada na virada de ciclo. O clima sempre me embriagava de alegria. Fim de ano, férias escolares, mais tempo para ficar com os amigos e olha que não tínhamos internet e nem TV a cabo.

Vivíamos sempre na sensação de uma nova oportunidade de fazer tudo diferente e melhor. Entrava ano e saía ano nada de efetivo mudava. Depois de idas e vindas, pude perceber que estava tudo na minha mente, pois não é a mudança de um calendário que vai fazer tudo se alterar sem que façamos por onde. Está aí, um aprendizado. Dieta, metas, organização, tudo não passava de artifícios para justificar o que não teve resultado anterior. Uma lástima.

E lá se foram alguns longos anos em que o boicote era feito inconscientemente e ao fim, desilusão. Mas deixa que um belo dia encontrei uma forma de me questionar. Por que não conseguimos atingir nossos objetivos e promessas de fim de ano? E a resposta veio de imediato. Porque nos deixamos envolver pela sorte. Sorte de ter um ano melhor, sorte de conseguir um emprego melhor, sorte de ganhar na loteria, sorte pra lá, sorte pra cá e no final, a sorte não vem. E não virá, pois para se obter tal ferramenta é preciso dedicação e foco.

A dedicação de fazer tudo certo, criar as metas e trabalhar em prol de obter as condições necessárias. Foco em tudo que desejamos e com isso não deixar nada atrapalhar o objetivo. E quando isso não está alinhado, passamos da esperança ao caos. Acreditamos que apesar de fazermos tudo certo, não tivemos os desejos realizados. Agora, o que fazer quando isso acontece? Não tem muito o que fazer, apenas limpar os cacos da decepção e voltar a carga para o próximo ano e que trabalhemos ainda mais para que no ano novo possamos comemorar pelo que desejamos.

Coisas que todo Réveillon deve ter.


Tem gente que depois da primeira semana já joga a toalha e põe os outros 358 dias no lixo. Uma pena, pois muitas vezes precisamos de mais dias para obtermos o que esperamos que aconteça. Andamos sem muita paciência até mesmo para o sucesso. Será que um dia voltaremos a ter mais tranquilidade e entender que a virada do ano não tem nada a ver com o sucesso ou insucesso que teremos? Espero que sim, pois apesar do calendário nos proporcionar as festas de fim de ano e as expectativas, precisamos entender que o tempo e espaço não reconhece calendários. E tudo é uma questão de fazer por merecer. E com muita “sorte”, Deus pode enfim, lhe dar o que deseja.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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