Alguém viu o Geneal do Gomes por aí…

Continuando nossa resenha sobre a cultura vintage/retrô, hoje desejo falar sobre algumas coisas que ficaram lá atrás e que nunca saíram de nossas lembranças. Quem nunca ouviu falar ou até mesmo comeu o famoso angu do Gomes? E o delicioso e não menos famoso cachorro quente da Geneal?

Lembro-me de quando era criança, minha mãe me levava para passear e vira e mexe parávamos em uma dessas carroças que vendiam esses cachorros-quentes e eu comia. Já o angu do Gomes eu nuca comi, pois detesto angu, mas sei que o do Gomes era especial. Os anos eram os 70 e os sabores peculiares.

Hoje me parece que tentaram voltar com a Geneal em alguns lugares em forma de loja só que em minha opinião muito diferente daquelas carrocinhas que ficavam espalhadas por pontos turísticos do Rio de Janeiro e que enchiam de glamour a cidade.

O passado nos é presente em várias formas e sentidos. “Quando reagimos à determinada situação em que vivemos hoje, muitas vezes nos pegamos fazendo aquele comparativo que diz o seguinte: “antigamente era diferente” ou mesmo” Ah! “Eu era feliz e não sabia”. Mas o fato é que em cada época existe uma cultura que se modifica de acordo com as necessidades e tendências de seu povo.

Algumas são facilmente aceitas pela população já outras têm certa “resistência”, palavra que ficou corriqueira ultimamente. Mas o fato é que mesmo em diferentes décadas, o povo consegue viver e conviver com mudanças e fazê-las serem aceitas com naturalidade por futuras gerações.

Sou a favor de que as TVs por assinaturas criem canais voltados especificamente para o público mais velho, aqueles que hoje estão na casa dos 50, 60 e até 70. Muitas séries e desenhos dessa época não passam mais e tenho certeza de que se tivesse um canal para passa-los, o seu público se tornaria fiel.

National Kid, Ultraman, Ilha da Fantasia, Perdidos no Espaço, Túnel do Tempo, entre outros. Já na animação muitos desenhos ainda vivem no imaginário de adultos com Speed Racer, Homem Aranha, Moby Dick, Herculóides, Corrida Maluca, etc. Alguns desenhos ainda passam em determinados horários, mas que tenho certeza que incompatíveis com a maioria de seus telespectadores.

Sou a favor do novo, mas existe design que nunca deveria ter saído de moda. Vejo hoje lançamentos de aparelhos de som que lembram as antigas vitrolas. As decorações de interiores voltaram a ter peças antigas e a valorizar o vintage. Bares temáticos tomam conta da cidade e cada vez mais cheios por pessoas que curtem a cultura e as que valorizam o antigo.

Velho, uma palavra que para muitos tem conotação pejorativa, mas que para grande maioria representa a vida, a experiência, a sabedoria. Mas, voltando ao hot-dog do início, eu ainda sonho em ver modernidade e antiguidade de mãos dadas rumo ao futuro. O que tem a ver o hot-dog do início da coluna, bem, o hot-dog foi criado nos EUA, no final do século XIX e até hoje acompanha as pessoas por gerações e gerações. Sonho com dia em que o velho e o novo se fundam e se torne o “cachorro-quente” da vida.
Continua semana que vem…

Nesta sexta feira, Ricky Vallen vai se apresentar no Teatro Rival Petrobrás a partir das 19:30 cantando o melhor da MPB e reeditando clássicos de Nat King Cole e Edith Piaf. Vale a pena conferir esse artista nascido em Volta Redonda e que aos poucos vem conquistando o Brasil.
Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 14 de dezembro (sexta). Horário: 19h30. Ingressos: Setor A/Mezanino A: R$ 80,00 (Inteira), R$ 40,00 (meia-entrada) | Setor B/Mezanino B: R$ 70,00 (Inteira), R$ 55,00 (Promoção para os 100 Primeiros Pagantes), R$ 35,00 (meia-entrada).

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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