Agosto já começou com desgosto

A primeira semana do mês já traz mortes, tragédias, suplícios e tensão no mundo. Pelo jeito que se apresentou os primeiros dias, o que esperar do restante do mês?

E já estamos em agosto e o ano praticamente dando os sinais de que em breve estará nos deixando. E como nos deixou. Na verdade nos deixou totalmente destruídos. E digo isso em todos os sentidos da palavra. Conheço muitas pessoas que dizem que poderíamos tirar do nosso calendário o ano de 2020 e não faria a menor diferença, exceto pelas tragédias que não anunciou e nos permitiu vivenciá-las. Pobre de nós que viramos o ano na esperança de dias melhores e nos deparamos com isolamento e perdas. Além de disputas e orgulhos que não nos deram a proteção e o suporte que precisávamos para seguir em frente.

Hoje nos encontramos à deriva de um navio que está perto de virar e afundar de vez. A esperança de que isso não ocorra esbarra na mentalidade de quem o conduz. E quem na verdade está no leme? Acho que ninguém sabe. O homem conseguiu neutralizar sua própria percepção e instinto de sobrevivência quando abriu mão do todo em prol da parcela. E que parcela é essa que nos leva a um caos de terror e destruição que vai eliminando nossa fé e esperança gradativamente? Uma linha tênue nos separa do ato final.

À essa altura ainda nos resta esperança de que no apagar das luzes alguém se lembre que a humanidade está à prova da sua existência e precisa, acima de tudo, mostrar que tudo valeu a pena. Todo sofrimento anterior não foi em vão. Toda luta da humanidade por liberdade e prosperidade no mundo precisa ser capacitada. O homem precisa rever seus conceitos humanitários já e buscar uma alternativa, caso contrário a humanidade caminhará em passos largos e sem volta para sua própria destruição. Já estivemos por duas vezes bem perto disso.

Como se não bastasse a vaidade humana em meio a tempestade viral, temos a ira da natureza e a incompetência humana, ou melhor, a negligência humana para destruir mais vidas e fazer o planeta sofrer suas últimas gotas de lágrimas. O que aconteceu essa semana em Beirute, no Líbano, foi algo imperdoável. Na verdade um genocídio anunciado e que se espera que os culpados paguem pelos seus erros. A vida parece que chegou ao seu mais alto grau de desvalorização em 2020.

Um calendário sem lágrimas é só o que queremos

Que o ano acabe logo e que 2021 venha com a bonança de Deus sobre a terra a fim de escalonar o planeta e o preparar para uma nova era. Sim, por que não? Vamos criar uma nova era independente das já existentes em várias culturas. A nova era do amor, da empatia e do perdão. Acredito que falta tudo isso em muitos corações espalhados no mundo e é isso que está acabando com tudo.

Não tinha outra coisa a escrever hoje senão algo que colocasse meu repúdio e indignação com o que aconteceu essa semana no Líbano. Espero que semana que vem possa voltar com assuntos mais leves e que a violência que assola a humanidade tenha perdido força, assim como o furacão que passa por uma cidade e chega ao seu destino mais leve, não passando de uma simples brisa ao amanhecer.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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