A volta por cima do samba

Estamos entrando em agosto e conforme o planejado e previsto, as escolas de samba estão retomando as suas atividades

Ainda não é o mesmo ritmo de antes da pandemia, mas para quem estava há um ano e meio totalmente parado, já é um alento este reinício. Por enquanto, ainda obedecendo as restrições impostas pelas autoridades, com 40 por cento da frequência de público, distanciamento, uso de máscaras e higienização dos ambientes.

Mas, sem dúvida, este recomeço é importante. A Beija Flor, por exemplo, há  três semanas retornou e sua eliminatória já conta com apenas seis sambas no concurso.

A Imperatriz Leopoldinense realiza neste domingo, 1° de agosto mais uma etapa de seu concurso com oito obras na disputa. O Salgueiro reinicia sua escolha do samba enredo no dia 7 de agosto, paralisada desde dezembro do ano passado. A Mocidade Independente de Padre Miguel também volta agora em agosto, bem como a Portela e a Mangueira.

A retomada dessas atividades se dá a partir do aval da prefeitura, que assinou o contrato de realização do Carnaval com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Isto possibilitou que a entidade começasse todo o planejamento do evento, estabelecendo um calendário de atividades e a venda de ingressos.

Outro fato importante e inédito foi o interesse demonstrado pela  TV Globo em transmitir as finais da escolha dos sambas-enredo das escolas. Conforme ficou acertado com a Liesa, a emissora fará quatro programas aos sábados com apresentação dos três concorrentes finalistas em cada agremiação. O último programa será a apresentação já  dos 12 sambas que as escolas cantarão  na avenida em 2022.

Outro fato marcante esta semana, foi o anúncio feito pela prefeitura do Rio que pretende realizar vários eventos culturais em setembro, para marcar o fim das restrições impostas pela pandemia. Entretanto, o prefeito deixou claro que tudo vai depender do avanço da vacinação na cidade e da contínua diminuição dos  índices da contaminação pela covid. Mas já se fala muito mais em realização do réveillon e do Carnaval, fundamentais para recuperação econômica do Rio de Janeiro.

Por

amilton.cordeiro@oestadorj.com.br

Jornalista, pesquisador de samba e compositor.

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