A TV mudou a forma de ver TV

Satélite, a cabo, hd ou digital, smart ou notebook, sinceramente ainda não me decidi pelo melhor. Talvez não haja melhor e sim diferentes opções. Por isso, indico todos!

Já pensou o que seria de nossas vidas se não houvesse os canais por assinaturas? Já me fiz essa pergunta anos atrás e a resposta foi diferente da que tenho nos dias de hoje. Lá atrás e eu coloco muito tempo atrás, eu cheguei a conclusão que esses canais entraram em nossas vidas para nos tirar da inércia do entretenimento. As TVs abertas já não suportavam as nossas necessidades e faltava inovação. Bem, no meu ponto de vista, desde os anos 90, nossa TV já não funcionava como alternativa perfeita para a distração. Também, já começávamos a nos ver num mundo globalizado e de fácil acesso, verdade que ainda que timidamente por aqui.

Mas em se tratando de entretenimento televisivo, ainda tínhamos no final da década de 90, algumas atrações que traziam alguma expectativa de novidade. Malhação, uma “soap opera” americana, trouxe uma novidade para a televisão. A juventude e seus problemas sendo tratado na televisão diariamente. A princípio rendeu audiência, mas com o passar dos anos, foi perdendo o interesse finalmente foi cancelada pela emissora.

Uma infinidade de diversão ao seus pés. Ou olhos.

No final dos anos 90, a Globo apostou no resgate das sitcons e lança Sai de Baixo. Um grande elenco para animar os fins de noite de domingo. Foi uma verdadeira bola dentro. Todos nós esperávamos o fim de semana e em especial a noite de domingo para soltar gargalhadas com as performances de Miguel Falabella, Luís Gustavo, Marisa Orth, Aracy Balabanian, Tom Cavalcante e Cláudia Jimenez. Que time. Depois sofreu algumas alterações para as próximas temporadas, mas sempre com a intensidade cômica ardente. Quantas vezes não usamos a frase: “Cala boca, Magda!” fazendo citação a personagem da Marisa Orth, a Magda.

E no mesmo momento começava por aqui a febre das Tvs por assinaturas ou via satélite. Sky e Direct TV por satélite e Net e TVA por cabo. Com elas vieram as mais variadas opções de entretenimento que iam dos clássicos seriados de TV aos mais interessantes programas atuais. O mundo animal com o programa de auditório focado em explicar sobre tudo. Sexo, culinária, medicina, construção civil, etc. Tudo isso fez parte do começo das assinaturas aqui no Brasil. passaram-se mais de duas décadas e as mudanças já são sentidas. Já nesse momento, os canais de filmes já colocavam em suas grades de programação um filme em dias e horários alternativos. Você não podia assistir na estreia, mas tinha outros dias e horários para poder assistir.

No começo, os canais de filmes passavam 24h de filmes e sem intervalos comerciais. Os breaks eram apenas entre um filme e outro. Os comerciais eram muito restrito. Dá até para se entender, pois era um mercado novo e os patrocinadores ainda olhavam com desconfiança. O tempo foi passando e com a solidificação e aumento de assinantes, as grandes empresas se voltaram para esse nicho que acabou abocanhando boa parte das cotas publicitárias que ora se viam nas TVs abertas. Está aí o início da crise das grandes emissoras de TVs.

Nos acostumamos a assistir a programas de sucesso lá fora e passamos a viver uma nova realidade cultural. Estilos e comportamentos sofreram mudanças. Uma das mais significativas foi a mudança que tivemos se trata a escolha de assistir séries a filmes. Pois é, estávamos acostumados a assistir aos filmes na TV, talvez por começar e terminar em um tempo que nos permitia parar para assistir. O tempo foi passando e ficamos com pouco tempo para fazer tudo que desejamos. Então ficou mais interessante acompanhar séries, pois o tempo é menor e acaba não nos atrapalhando com as outras coisas que temos que fazer.

Com isso vieram os serviços on demand, streaming, entre outros. Com cada vez mais o tempo curto para a diversão, a tecnologia trabalhou para que nós não perdêssemos nada. Hoje podemos assistir quando quisermos a todos os programas e filmes. “Maratonar” séries hoje em dia se tornou cada vez mais comum. As pessoas esperam os fins de semanas ou feriadões longos para assistir até temporadas inteiras de séries ou programas. Conforto e comodidade a serviço da cultura pop.

Eu já “maratonei” algumas séries, entre elas Lost, The Big Bang Theory, Roun 6 e Two and a Half Men. Bem eclético, não? Já tenho algumas outras séries já na lista para serem “maratonadas”. Enfim, a tecnologia a serviço do entretenimento é algo que devemos aplaudir, pois não consigo me lembrar da época em que se não assistíssemos o programa ou a série na hora em que estava passando, já era.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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