A magia de ‘Malasartes – E O Duelo com a Morte’ chega aos cinemas

Cinema fantástico finalmente bem representando no Brasil

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Foto: Andre Brandão

O filme ‘Malasartes – E O Duelo com a Morte’, escrito e dirigido por Paulo Morelli, é a mais nova aventura do personagem mais brasileiro de todos os tempos, Pedro Malasartes.

Conhecido por seus contos que atravessaram gerações e por produções das mais variadas, como o filme para o cinema de 1960, ‘As Aventuras de Pedro Malasartes’ com o inesquecível Mazzaropi, ele faz parte da memória do brasileiro.

Entrando em cartaz nos cinemas brasileiros nesse mês de agosto, o roteiro de ‘Malasartes – E O Duelo com a Morte’ narra as confusões de Pedro Malasartes, interpretado pelo jovem ator Jesuíta Barbosa.

História e outros personagens

A trama é focada em Pedro Malasartes, que vai completar 21 anos e está ansioso não só pela data, mas porque finalmente irá conhecer seu padrinho.

O aniversariante vive de trambiques, mas o único que ele não engana é Próspero (Milhem Cortaz) a quem deve uma enorme soma de dinheiro e que tenta sempre enrolar para evitar pagar a dívida. Só que Próspero também é o irmão da jovem Áurea (Isis Valverde) e o maior empecilho para o namoro da irmã. Que é apaixonada por Malasartes.

Se já não fosse problema suficiente, Malasartes descobre que seu misterioso padrinho é ninguém menos que a própria Morte (Julio Andrade) que o tomou por afilhado, por ter planos para ele.

O dito o mais esperto, e também safado, dos homens, ainda terá que lidar com as lendárias bruxas Parcas, em especial com a Cortadeira (Vera Holtz) elaborou um plano com o assistente da Morte, Esculápio (Leandro Hassum), para dar um golpe no atual chefe do submundo e tirá-lo de sua cadeira.

Filme resgata identidade cultural

“Conheci o Malasartes há 30 anos, quando fiz uma pesquisa sobre folclore brasileiro para um projeto. Eu me encantei pelo personagem, achei que era muito brasileiro e estava sendo esquecido. Malasartes é um cara muito esperto e ao mesmo tempo ingênuo. Tem bom coração, mas também tem um lado malandro. O que mais me motivou foi resgatar a cultura brasileira perdida. Trazer à tona essa figura folclórica do mundo rural que está desaparecendo na urbanidade”, conta o diretor e roteirista do filme Paulo Morelli.

Nessa versão do personagem, além de contar com recurso digitais raros no cinema nacional, dando ao filme uma beleza única e ares de super produção fantástica internacional; também se destaca o incrível trabalho de direção de arte de Tulé Peake.

“Os cenários que a gente filmou do mundo encantado são pedacinhos pequenos que simplesmente cobrem a ação dos atores. O grande vale das velas, as montanhas e todo esse mundo foi feito em computação”, conta o diretor de arte.

Vale dizer que mesmo que o famoso personagem seja conhecido por seus contos populares no Brasil, suas aventuras vieram de além-mar, vindas dos povos da Península Ibérica, Portugal e Espanha. Tanto que “Malasartes” é um nome de origem espanhola, “Malazartes” é equivalente a alguém “travesso”.

No entanto, o personagem é o típico herói de origem humilde, que é astuto e engana todos os que cruzam o seu caminho, mas por sobrevivência e não por ganância ou maldade. A figura dele é um exemplo de esperteza, inteligência e criatividade, que se encaixa bem a vida de muitos brasileiros.

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