A evolução do cinema

Quando o cinema foi criado era apenas uma sequência de fotos passadas a 16 quadros por segundo, buscando a ilusão de movimento, imagens geralmente acompanhadas com uma rudimentar trilha musical, tocada no piano.

E a primeira exibição, feitas pelos irmãos Lumière, que mostrava um trem chegando a uma estação, foi algo tão diferente que causou pânico. A nova tecnologia foi discriminada e suas imagens em movimento, sem som, não eram vistas como arte, mesmo que tentassem na maioria dos casos contar histórias como no teatro.

Porém, aos poucos ideias para editar os filmes produzidos de forma a criar uma narrativa atrativa foram sendo elaboradas. Méliès, um ilusionista, se tornou um dos primeiros cineastas a liderar os desenvolvimentos técnicos e narrativos do início do cinema. Considerado o “pai dos efeitos especiais”.

Méliès popularizou técnicas que são usadas até hoje, como é o caso do stop-motion, muito usado antes da digitalização do cinema, mas ainda hoje usado em produções animadas.

Méliès popularizou técnicas que são usadas até hoje, como é o caso do stop-motion, muito usado antes da digitalização do cinema, mas ainda hoje usado em produções animadas.

No entanto, foi o cineasta Vertov um dos primeiros a usar técnicas focadas em desenvolver melhor a montagem no cinema, com o objetivo de construir uma linguagem cinematográfica. Vertov via na montagem uma forma de construir uma narrativa coerente, dando alma ao filme.

Mesmo com a chegada do som e das filmagens a 24 quadros por segundo, que criavam um efeito mais realista, por muito tempo se afirmou que o cinema era apenas imagem, mas desde o início, na época do cinema ainda mudo, as trilhas sonoras foram companheiras fiéis, se destacando na época de ouro dos Musicais Hollywoodianos. Uma época promissora no Brasil também com as sofisticadas Chanchadas.

Assim o cinema continuou sua evolução, ampliando o números de gêneros narrativos que a séculos eram limitados aos conhecidos no teatro, o drama e a comédia. Porém não parou nos sofisticados musicais, pois graças a Méliès o cinema fantástico foi desenvolvido e com ele filmes do gênero ficção científica e fantasia.

Além de gêneros e subgêneros, estilos de produção foram surgindo, da ‘dramédia” típica dos filmes de Jerry Lewis nos Estados Unidos, que aqui no Brasil foi bem adaptada pelas produções de Mazzaropi, ao filme de super-herói, mostrando que a criatividade no cinema não tem limites e com a substituição das velhas câmeras de película para digital um novo mundo de possibilidades surgiu.

E assim como Méliès e Vertov, os novos cineastas estão tendo a chance de usar a criatividade para construir novas linguagens narrativas na produção de novos filmes, usando de câmeras 3D até programas de computação gráfica capazes de construir outros mundos completos. Porque filme é cinema e cinema é tudo que quisermos que seja, desde que as novas tecnologias e formas de produção não assustem os novos cineastas e os façam sair correndo da sala de cinema como os presente na sessão dos Irmão Lumière.

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