A elevação da taxa Selic, continuará a encarecer o crédito

A alta na taxa de juros básicos da economia, a Selic, que passou de 9,25% para 10,75% no começo deste mês, teve um leve impacto na maioria das linhas de crédito. De acordo com a Pesquisa de Juros da Anefac a taxa média de juros para pessoa física teve um aumento de apenas 1,10%, passou de 6,39% ao mês (110,29% anual) em dezembro para 6,46% ao mês (111,95% ao ano) em janeiro, o valor mais alto desde dezembro de 2019. 

Em geral, todas as linhas de crédito sofreram aumentos, umas mais do que outras, de acordo com a informação divulgada pela Anefac. A maior variação percentual foi a dos juros do cartão de crédito, que aumentou 0,16 p.p. Passou de 13,28% a.m. (346,52%) para 13,44% a.m. (354,15%).

Isto é, em uma compra feita em dezembro de R$ 1.500, parcelada em 12 vezes, o cliente teria prestações de R$ 256,69, no final do prazo o pagamento seria de R$ 3.080,28, sendo R$ 1.580,28 de juros. Mas, se a compra fosse feita em janeiro, as parcelas ficariam em R$ 258,53, doze meses depois teria quitado R$ 3.102,36, dos quais R$ 1.602,36 são juros. 

A diferença entre uma opção e outra é leve, pois os empréstimos e as prestações tem pouca diferença, são apenas R$ 22,08 no total, que diluídos em todas as prestações, apenas se sentem no bolso.

Uma das modalidades de crédito muito utilizadas é o cheque especial, que é a segunda com maior aumento. A variação foi de 0,08 p.p., as taxas passaram de 7,62% no mês (141,39% a.a.) para 7,70% a.m. (143,55% a.a.).  Os empréstimos pessoais aumentaram 0,06 pontos, no caso das operações feitas em banco as taxas alcançaram juros de 3,76% ao mês (55,73% anual) e as operações das financeiras, 6,84% a.m. (121,21% a.a.)

O menor aumento foi registrado nos juros dos financiamentos de automóveis feito pelos bancos, somente 0,02 pontos percentuais acima das taxas registradas em dezembro, que foram de 1,86% ao mês (24,75% a.a.). Atualmente os juros médios estão em 1,88% a.m. (25,05% a.a.). 

Outro fator que impacta no valor da taxa de juros dos empréstimos, além da taxa Selic, é a inadimplência, que em geral sobe em períodos de crise. Mas, os juros não aumentam na mesma proporção de variação destas taxas. Por exemplo, com a última elevação da Selic as taxas médias dos créditos consignados e os financiamentos de veículos registradas pelo Banco Central subiram em menor proporção que o aumento da Selic. No entanto, mesmo com um leve aumento e com a dissolução dos juros durante o prazo do pagamento, os efeitos da situação econômica se sentem no bolso do consumidor.

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