A balada abalada!

Vejo que ultimamente as noites têm ficado mais tristes e isso se deve a falta de segurança e o medo eminente que assola o Rio de Janeiro. Há pelo menos 4 anos estamos vivenciando o abando das ruas. Isso mesmo, as pessoas que antes esperavam pela noite para bater aquele papo e beber uma cerveja gelada ou um chopp agora estão em casa assistindo Netflix ou ouvindo o Spotify. Uma pena chegarmos a esse ponto. E não vejo uma luz no fim do túnel para que esse novo modelo de diversão mude.

Lembro-me bem quando os bares ficavam cheios, filas para entrar. Boates lotadas. A forma de diversão principalmente na grande Rio mudou muito. Eu, por conta do meu trabalho, muitas vezes acabo chegando depois de meia noite em casa e pelo caminho posso perceber lugares antes cheios e animados hoje entregue às moscas. Uma pena. Conheço um bar que depois de muitos anos embalando a noite Niteroiense fechou as portas por falta de segurança. Hoje vive no local uma farmácia que 22 horas já está arriando suas portas.

Festas começando cedo e terminando cedo. Bailes que iam até o amanhecer hoje acabam no máximo às 2 da manhã. E o famoso papo de botequim, bem esse então nem se fala, pois às 23 horas as mesas já começam a ficar vazias e os frequentadores ficam numa espécie de prova de temo: quem será o último a pagar a conta? Sinceramente muito triste a situação. Sem contar que o comércio noturno perde com isso. São bares, restaurantes, boates, taxistas e motoristas de uber sofrendo com a situação.

Cresce cada vez mais o churrasco de condomínio, as festas de play, e claro o clube do cinema, uma espécie de maratona, alguns grupos de amigos se reúnem na casa de um deles com bebidas e petiscos curtem os filmes e depois resenham sobre o mesmo. Acho até interessante esse tipo de programa, eu até já fiz e gostei muito.

O famoso happy hour hoje se transformou em um breve momento de relax e logo depois o caminho de casa é a solução. No período do outono e inverno fica ainda mais deserta a rua e com isso o medo e a insegurança mais evidente nas pessoas. Espero que esses tempos difíceis passem logo, pois o brasileiro e em especial o carioca não nasceu para ter medo. Não nasceu para viver preso em sua casa. Nós nascemos para sermos felizes e vivermos no melhor lugar do mundo.

Sonho com o dia em que poderemos voltar a sorrir de forma contundente e abrir o peito e soltar a voz e dizer: sou feliz por morar no Rio de Janeiro! Sou feliz por poder viver sem medo! Sou feliz!

Enquanto esse dia não chega, vamos vivendo de sonhos, festinhas no play e Netflix.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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