A Baixada dá samba

Grande parte da mão de obra que atua no carnaval carioca e faz dele um grande espetáculo, reside nesta região

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É consenso que a Baixada Fluminense é celeiro de bambas e há muito contribui para o crescimento do mundo do samba e do carnaval. Com cerca de 3,5 milhões de habitantes, ela é constituída por 13 municipios que integram a Região Metropolitana do Grande Rio. Congrega compositores, músicos, cantores, ritmistas, mestres salas, portas bandeiras, carnavalescos, escultores, artesãos. Grande parte da mão de obra que atua no carnaval carioca e faz dele um grande espetáculo, reside nesta região.

É reconhecida a importância das agremiações situadas na Baixada. As mais famosas são as consagradas Beija Flor , de Nilópolis e Grande Rio, de Duque de Caxias, integrantes do grupo especial. Entretanto, existem dezenas de outras escolas de samba menores e menos famosas e blocos carnavalescos que sustentam esta fama de reduto de samba, onde proliferam sambistas da mais alta estirpe.

Atualmente várias dessas agremiações desfilam também no carnaval do Rio, em grupos inferiores. A Inocentes de Belford Roxo, no grupo A, na Marquês de Sapucaí. No grupo B, na Avenida Intendente Magalhães, Unidos da Ponte, de São João de Meriti, no Grupo C, Leão de Nova Iguaçu e Império da Uva, no grupo D, Chatuba de Mesquita e no grupo E Independente da Praça da Bandeira, de São João de Meriti e Colibri de Mesquita. Como se vê, há samba da Baixada espalhado por todos os grupos de desfiles.

Existem ainda os cinco blocos carnavalescos de enredo, que compõem os dois grupos que desfilam no Carnaval do Rio. Bloco do China, Flor da Primavera, Império do Gramacho, Unidos da Laureano, todos de Duque de Caxias e o Tradição Barreirense de Mesquita.

Fora isso, há centenas de escolas de samba locais e blocos de bairro que desfilam apenas em suas cidades. Nova Iguaçu, por exemplo, tem um movimentado carnaval, inclusive com um desfile próprio, numa Passarela do Samba montada no centro da cidade, onde concorrem cerca de 20 escolas de samba e blocos carnavalescos.

Assim acontece também em outras cidades da região,  onde muitas vezes uma simples reunião de amigos pode acabar em samba. Porque é inegável que ele faz parte da Cultura da Baixada Fluminense.

Por

Jornalista, pesquisador de samba e compositor.

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