Qual é a diferença entre protestantes e evangélicos?

Todos esses movimentos estimulavam o fim do monopólio da Igreja sobre a interpretação da Bíblia e reivindicavam que todo e qualquer cristão pudesse ler as Escrituras e tirar delas o que quisesse

Os dois nomes referem-se aos cristãos que romperam com a Igreja Católica durante a Reforma Protestante. O termo “protestante” vem do documento formal de protesto – Protestatio – que os luteranos apresentaram em uma assembleia em 1529, no século XVI, manifestando a sua oposição à política religiosa adotada pela Igreja.

Já o movimento evangélico surgiu no século XVII (levou cem anos), como um desdobramento do Protestantismo. O movimento evangélico faz parte do protestantismo, porém ele tem crenças mais bem definidas.

O nome “evangélico” vem do fiel que se submete ao ensinamento contido nas “boas-novas” (evangelium, em latim) trazidas por Jesus. Os protestantes se declaravam seguidores do Evangelho – um dos seus princípios durante a Reforma era o da Sola Scriptura (“Só a Escritura”, em latim). Isso significava que, para os protestantes, apenas a Bíblia era fonte de revelação suprema, e que não deveria ser permitido à Igreja fazer doutrinas fora dela.

Assim, podemos dizer que todo evangélico é protestante, mas nem todo protestante é evangélico.

Protestantismo Evangelismo
Definição Movimento cristão que surgiu com a Reforma Protestante, por discordar de uma série de ações e doutrinas da Igreja Católica. Dentre suas principais características estão: a primazia da Bíblia sobre as doutrinas católicas e a falta de uma autoridade humana central. Movimento que surgiu do Protestantismo e se caracteriza pela fé no Evangelho e nas quatro crenças cardeais.
Origem Século XVI, com a Reforma Protestante. Século XVII.
Origem do termo O termo Protestante surgiu de “Protestatio”, um documento de protesto que foi apresentado em 1529 pelos luteranos. Deriva da palavra em latim “evangelium”, que significa “boas-novas”.
Subdivisões
  • Adventistas;
  • Anglicanos;
  • Batistas;
  • Reformados;
  • Luteranos;
  • Metodistas;
  • Pentecostais.
  • Igreja Batista;
  • Pentecostalismo;
  • Movimento Carismático;
  • Cristianismo não denominacional.

 

Todos esses movimentos estimulavam o fim do monopólio da Igreja sobre a interpretação da Bíblia e reivindicavam que todo e qualquer cristão pudesse ler as Escrituras e tirar delas o que quisesse. Os protestantes recusavam a ideia de que um único líder – o papa – deveria guiar os rumos da religião. Sem um “chefe”, cada grupo começou a se fragmentar em diversas correntes, com pequenas divergências doutrinárias.

Cada um com a sua cruz

Abaixo você confere a diferença entre os principais ramos do cristianismo.

Divergências entre cristãos deram origem a várias denominações religiosas

Cristianismo

Jesus pregava que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade, e não apenas ao povo eleito como diziam os judeus. A comunhão de bens, a partilha do pão e o batismo eram alguns dos ensinamentos de Jesus aos seus apóstolos e seguidores, que formavam uma pequena comunidade perto de Jerusalém.

Igreja Católica

Após a morte e ressurreição de Cristo, seus apóstolos começam a organizar uma religião, com hierarquia e regras. A crença básica da Igreja primitiva era uma só: Jesus é o Senhor, e a salvação dependia da fé n’Ele.

Igreja Ortodoxa

A denominação “Igreja Ortodoxa” só surge no século 11. Os ortodoxos só admitem ícones como representações de Cristo e de santos. Eles creem que o Espírito Santo só procede do Pai, e não do Pai e do Filho como os católicos.

Reforma Protestante (1517)

Martinho Lutero publicou “95 Teses” criticando a condução do cristianismo, como a venda de um lugar no paraíso (as indulgências). John Wyclif, Jan Huss e João Calvino também queriam uma Igreja mais “racional”.

Luteranos

Uma das novidades introduzidas por Martinho Lutero é a possibilidade de livre interpretação da Bíblia – no catolicismo de então, o livro era em latim e só os padres poderiam “traduzir” o que significavam os versículos das Escrituras

Anglicanos 

A religião surgiu em 1534 por causa do rei Henrique VIII, que queria se divorciar, o que não era permitido pelo papa. Ele nomeou-se “Chefe Supremo da Igreja da Inglaterra” e rompeu com os católicos de Roma.

Batistas

Só os cristãos adultos, já conscientes de seus atos, podem ser batizados, mas o ato não é obrigatório para a salvação. Para os batistas, o crente deve escolher por sua própria consciência servir a Deus.

Metodistas

John Wesley deixou a Igreja Anglicana para pregar nas ruas da Inglaterra e fez vários discípulos, que criaram uma nova denominação. Na doutrina metodista, a Bíblia está no centro das fontes de conhecimento teológico.

Calvinista

João Calvino queria uma religião com maior observância à Bíblia e princípios morais mais rígidos. Uma das doutrinas do calvinismo é a da predestinação: alguns humanos já nascem salvos, enquanto outros não.

Pentecostalismo

Surgiram nos EUA movimentos com influência de batistas e metodistas. Eles aceitavam manifestações do Espírito Santo, como a capacidade de curar doentes, de fazer milagres e de falar línguas.

Neopentecostalismo

Diferem dos pentecostais pelos costumes mais liberais e por adotarem a teologia da prosperidade, que valoriza a riqueza material. Também creem que o Diabo é o responsável por todo o mal.

Anabatista

Os anabatistas eram conhecidos como a “ala radical” da Reforma Protestante. Pacifistas, eles se recusam a portar armas, usar espadas ou até mesmo prestar serviço militar.

Amish

Grupo cristão baseado nos Estados Unidos e Canadá famoso pelo isolamento. Os amish evitam contato com o mundo exterior: é proibido o uso de equipamentos eletrônicos como telefones e automóveis e pratica-se o casamento intrarreligioso.

Testemunhas de Jeová

Não creem na divindade de Jesus Cristo e nem na Santíssima Trindade. Afirmam adorar exclusivamente a Jeová (Deus). Entre alguns dos pontos polêmicos defendidos por eles, está a proibição da transfusão de sangue entre os fiéis.

*Com informações de sites na internet / Foto: Bíblia em Latim

Por

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