2022 com a vida financeira organizada e livre de dívidas

Saiba como organizar os gastos e as finanças pessoais desde já para bater suas metas financeiras

Uma dose de nostalgia e a pergunta: “2022 começou e o que devo fazer de diferente?” Metas sobre organização financeira e fim das dívidas, é possível que você encontre o que procurava nas próximas linhas.

Panorama geral

Quem está endividado, não está sozinho. Nos primeiros meses da pandemia, o Brasil teve um salto no número de inadimplentes. Dados do Serasa mostram que o pico da inadimplência ocorreu em abril de 2020, com quase 66 milhões de pessoas com dívidas em atraso.

Segundo especialistas, ações como a Medida Provisória que limitou algumas negativações e a maior restrição ao crédito ao longo de 2020 conseguiram reduzir os atrasos nas contas dos brasileiros.

No entanto, outubro de 2021 registrou-se níveis de inadimplência quase iguais aos do pico do ano passado, com 63,4 milhões de pessoas inadimplentes e R$ 253,6 bilhões de dívidas em atraso.

A baixa renda média do brasileiro e a falta de educação financeira, o principal motivo da inadimplência atual é o desemprego no país. Diante do cenário de juros e inflação em alta e com a economia ainda retraída, o que fazer para organizar a vida financeira e se livrar de dívidas?

Procurar um profissional para ajudar você a sair da crise financeira é essencial

Aspectos financeiros e comportamentais

Existem dois motivos básicos que justificam o excesso de endividamento.

O primeiro, sem dúvida, é o agravamento da crise, que fez com que muitas pessoas reduzissem os seus rendimentos ou, até mesmo, perdessem a sua fonte de renda. O segundo é o consumismo por si só, que tem efeito tão devastador quanto o primeiro no orçamento doméstico.

“Muitas vezes, não importa o quanto as pessoas recebam. Elas simplesmente sempre gastarão mais do que as suas fontes de renda”, isso é fato.

O consumismo é o único vício que, não só é socialmente aceito, como melhora a aceitação social.

“Quando a pessoa é alcoólatra ou toxicômana, por exemplo, passa a ser gradativamente menos aceita na sociedade. Já se ela é viciada em consumir, usa roupas e carros melhores, frequenta lugares mais caros, viaja para lugares interessantes, tudo isso aumenta a sua aceitabilidade na sociedade. Por isso, é bastante comum que ostentação e conta bancária negativa andem lado a lado”.

“Para manter a saúde, você sabe que precisa fazer exercícios e ter uma alimentação saudável. No entanto, mesmo sabendo, muitas pessoas não fazem isso e, quando têm problemas, buscam o auxílio de profissionais da saúde. Na vida financeira, a lógica é a mesma. Você sabe que, se gasta mais do que ganha, terá problemas em algum momento. Mas isso não impede muitas pessoas de se endividarem além de suas condições. Normalmente, é nesse momento que acabam buscando um planejador financeiro”.

O descontrole financeiro faz com que muitas pessoas desconheçam não só os seus gastos, mas também a sua renda. Para muitos, falta consciência do quanto custa a sua própria vida. E cuidar da vida financeira dá trabalho, da mesma forma que fazer exercícios físicos ou ter uma rotina saudável. Com o tempo, o descuido financeiro invariavelmente se torna uma bola de neve, pois os juros compostos contra o seu bolso são muito mais velozes do que a favor”.

Terapia financeira

Vários são os motivos pelos quais os clientes procuram esse tipo de auxílio. “Seja porque desejam ter uma vida financeira mais equilibrada, sem endividamentos, ou para conseguir guardar dinheiro para fazer uma reserva. Há também as pessoas que sofrem de compulsão por consumo, e aquelas que precisam reduzir a ansiedade associada aos investimentos. E há casos em que, simplesmente, deseja-se criar maior entendimento e engajamento do parceiro nas finanças familiares”.

Além de se preocuparem com o financiamento do futuro, querem deixar de sofrer por dinheiro e se sentir realizadas financeiramente tanto no curto, médio e longo prazo. 

Ainda existem poucos estudos sobre a sua eficácia, mas uma pesquisa realizada pela Universidade Kansas State University, mostrou que 13 casais que aprenderam técnicas de relacionamento com o dinheiro relataram se sentirem mais felizes e menos estressados com as finanças. Além disso, houve significativa redução dos conflitos associados a questões materiais, depois que fizeram uma terapia financeira.

Algumas pessoas para quem o dinheiro tomou proporções gigantes na vida, estão convencidas sobre a importância de usarem a Psicoterapia Financeira para tratar a disfunção com o dinheiro. A bilionária, que usa a Psicoterapia Financeira, comenta: “Sinto uma enorme responsabilidade de quebrar as cadeias da disfunção familiar em torno do dinheiro, em vez de passá-las para meus filhos”.

Para busca algum tipo de aconselhamento financeiro feito por psicólogos, destaca-se algumas vantagens como aprender a poupar e investir conquistando uma aposentadoria sustentável e adequada às necessidades, e o desenvolvimento de uma maior consciência sobre os riscos das decisões financeiras.

A chave está em recriar possibilidades para o futuro. “Acredito que, para ganhar mais dinheiro, você não precisa trabalhar mais. Em vez disso, deve identificar e priorizar os seus comportamentos que geram riqueza e bem-estar.”

Outros entraves para o planejamento financeiro

Além da baixa renda, desemprego e distúrbios comportamentais, aponta-se também outras questões que contribuem para o descontrole financeiro. Uma delas tem a ver com o histórico de poupança e consumo do brasileiro.

Um dos motivos da baixa maturidade financeira no país é o fato de termos vivido décadas de altíssima inflação. “Naquela época, o brasileiro não conseguia planejar nada. Simplesmente recebia o salário e precisava correr para o supermercado para fazer render o dinheiro, pois não tinha como saber se conseguiria comprar a mesma coisa no mês seguinte. Com o Plano Real, o brasileiro, finalmente, começou a ter a experiência de consumir sem ver o dinheiro se esvair”, podemos relembrar.

Ou seja, a falta de cultura de educação financeira também é um grande problema no Brasil quando pensamos em planejamento financeiro. A educação financeira é um processo lento. “Parece fácil, e muitos pensam que conseguem fazer do seu jeito, mas não é tão simples assim. Tanto é que, fora do Brasil, existe graduação, especialização, doutorado e pós-doutorado em Personal Financial Planning”, você sabia disto?

Outro fator nocivo às finanças apontado pela planejadora financeira são decisões equivocadas que as pessoas tomam, por desconhecimento ou desespero mesmo. “Quando chega um boleto e não há dinheiro para pagá-lo, alguns começam a utilizar outros canais de crédito, como cheque especial ou o limite do próprio cartão de crédito. Em algum momento, as dívidas irão se acumular e as coisas se perdem”.

Por onde começar o planejamento financeiro

O primeiro passo é a conscientização de que a pessoa precisa de auxílio profissional para reequilibrar as finanças, e que os resultados não serão vistos da noite para o dia.

“Sair de dívidas demora, em média, de dois a cinco anos. Normalmente, é só depois desse prazo que a pessoa começa a ter algum dinheiro sobrando para investir. Muitos até conseguem reequilibrar as finanças sozinhos, mas, de forma geral, um profissional acelera esse processo”.

Existem também alguns mitos que dificultam o trabalho do planejador financeiro. Nesse sentido, muitas pessoas acabam não procurando esses profissionais com receio de que eles cortem todas as despesas supérfluas e as “proíbam” de gastar.

Você precisa analisar sua vida e se perceber que precisa de ajuda, mas necessariamente de um Profissional para controlar seus gastos, não recue. Existem situações que fogem no nosso controle e precisamos da ajuda de profissionais, neste caso, na área financeira para nos auxiliar e nos erguer das dívidas.

Não demore para fazer esta auto avaliação.

Eu Acredito em Você!

Feliz Semana para todos nós e um forte abraço.

Por

leny.espinola@oestadorj.com.br

* Radialista, Fotógrafa e Palestrante Motivacional.

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