2020: O ano que não queremos lembrar

Apenas espero que a humanidade entenda o significado de algumas palavras e as ponha em prática

O que esperar da nova década que se inicia? Sinceramente não sabemos ao certo.  O mundo precisa desse conhecimento. A vida agradece.

E o ano finalmente acabou. Quando escrevi essa coluna ainda tínhamos alguns dias de 2020 e sinceramente eu não via a hora de terminar. Esse ano teve tantas coisas que vamos demorar a esquecer, mas que nos fizeram mais fortes. Firmes em nossos propósitos, podemos comemorar como vencedores. Vencemos uma batalha, a guerra ainda está longe de terminar, mas estamos reagindo. Viva a vida!

Começamos um ano promissor com várias expectativas e sonhos e logo em fevereiro um vírus resolveu nos fazer uma visita indesejada. No início houve certa indiferença de algumas pessoas sobre sua eficácia mortal. Tivemos com isso um carnaval pra ninguém colocar defeito, cheio de gente e a aglomeração se fez presente. O mais engraçado é que assim que acabou o Carnaval, entenderam que se tratava de uma pandemia e que tínhamos que nos isolar.

Sabe que até hoje não entendi a mudança de pensamento dos mesmos que abriram nossas portas para todos quando o certo era fechá-la. Mas não podemos entendê-los, pois foram programados sem códigos decifráveis. E o isolamento perdura até os dias de hoje, isso deveria ser o normal, mas ao longo desses meses tivemos variações de liberdades. Algumas pessoas resolveram por si só que deveriam sair às ruas e se aglomerar, curtir 2020 como se nada estivesse acontecendo. O resultado? Nova onda de contaminação.

Chegamos ao fim do ano e quase 200 mil pessoas perderam suas vidas para essa doença. Ainda estamos esperando a vacina chegar. Já estão sendo vacinadas algumas pessoas na Europa, mas até chegar ao acesso de todos levará certo tempo. O que devemos fazer ou continuar fazendo é nos cuidar, nos proteger. Usar máscara e álcool em gel. Isolarmo-nos de todos, com exceção de nossa família que estão na mesma casa.

A esperança de um 2021 com vacina e o fim da pandemia

Sei que pode parecer radical, mas como vencer um vírus que já matou milhares de pessoas no mundo sem usar de radicalização? O ser humano está longe da empatia e do respeito com o próximo e é por isso que temos várias baixas. Esse ano é para ser esquecido. Levará algum tempo, mas precisamos esquecê-lo. Vamos vencer. Vamos sobreviver. Essas devem ser as palavras de ordem. E, para isso, os cuidados devem ser redobrados. Que saudade da praia e da balada, mas antes de qualquer coisa, que bom por estar vivo!

Em meio à pandemia perdemos pessoas pela doença e também por ter chegado sua hora. Um ano de perdas significativas. Saudades, lembranças, emoções. Um verdadeiro caldeirão que faz inveja a qualquer halloween. E como fazer para melhorar? É simples, basta liberarmos o amor e a empatia e nos cuidar. Ingredientes fáceis de encontrar quando temos o amor dentro de nós. Vamos mudar o jogo, vamos virar a partida, vamos vencer essa guerra.

Esse ano não haverá fogos na virada do ano

Como diz uma música do grupo Biquini Cavadão, “tudo vai bem quando termina bem.” E também “tudo que morre fica vivo na lembrança”, então, vamos fazer a nossa parte? Porque, para não ficarmos com nossa lembrança triste, precisamos fazer bem as coisas. É difícil, mas não impossível.

Queria estar escrevendo algo interessante e alegre e preconizar um 2021 cheio de amor e paz e saúde, mas o que posso fazer por ora é torcer para que a humanidade entenda a gravidade do momento e faça a sua parte. Precisamos de todos juntos para que a energia do planeta sofra as alterações que necessita para um mundo melhor.

Que 2021 chegue com mais amor e esperança. Com mais empatia e felicidade para todos. Vamos juntos para um ano melhor e que vençamos essa guerra e que, após a vitória, a humanidade tenha aprendido o significado de sobreviver em grupo e libere mais amor de seus corações. Feliz ano novo!

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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