17 de fevereiro, Dia Mundial dos Gatos

Aquele ser fofo que de solitário não tem nada. Tem, sim, uma terrível mania de ser o dono do mundo. Mas essa é outra história

Esta data foi criada por uma instituição italiana, com o objetivo de ajudar a promover uma campanha contra os maus tratos contra os gatos e a ideia se espalhou por todo o mundo. Diversas ONGs e instituições de apoio aos animais, aproveitam esta data para promover a adoção de gatos abandonados, que é outra meta essencial.

Nesta data, criada em 2002, por iniciativa da International Fund for Animal Welfare, o objetivo também é debater e conscientizar os donos de como cuidar corretamente dos seus gatos. E essa é a principal questão: como amá-los além do colo (que eles normalmente fogem) e das comidinhas deliciosas (que eles escolhem quando e como querem)? Simples, cuidando, vacinando, protegendo. E brincando, porque ninguém é de ferro.

Dados que deveriam estar na ponta da língua de todos: os gatos foram domesticados há cerca de 10 mil anos, mas ainda carregam o instinto dos seus antepassados, que viviam vulneráveis em florestas e precisavam demonstrar agilidade e força para não se tornarem alvo dos predadores. Por este motivo, mascarar os sinais que vão evidenciar um quadro de dor é a forma de defesa do felino não demonstrar fraqueza no ambiente em que vive. Vem daí a lindeza deles enterrarem as sujeiras com tanto afinco, assim eles não dão brecha para animais maiores os perseguirem.

Surpresa, presente? Que nada, remédios!
Foto: Edjane Madza

Aprofundando os cuidados, ter noção de qualquer mudança de atitudes, como dormir diferente (porque gatos são sistemáticos até na cama), fazer suas necessidades fora da caixinha ou longe do seu lugar preferido, não querer mais atenção e carinho costumeiros, fugir como se você estivesse carregando um balde de água gelada ou coisas parecidas e assustadoras. Alerta máximo.

Os gatos de casa, de família, do bairro e da sociedade também têm um outro dia deles e só deles: 8 de agosto, conhecido como Dia Internacional do Gato. Mais um motivo para nunca deixar a vacina de lado, as prefeituras em geral fazem campanhas para pelo menos a de raiva anual serem distribuídas.

Uma médica veterinária de uma farmácia de manipulação de Florianópolis, Alessandra Farias, alerta para qualquer mudança nos seus gatos: “Quando o gatinho que era amoroso já não gosta mais de receber carinho e fica mais agressivo ou quando perde o interesse de brincar, por exemplo, alguma coisa errada está acontecendo”. Se isso ocorrer, é melhor ir a uma clínica de sua confiança e dê uma geral no seu bichano.

Prevenir é sempre melhor e eles merecem tudo isso. Assim poderemos comemorar as sete vidas deles. Sem dor, por favor.

A isso chamamos de amor.

Por

paula.toom@oestadorj.com.br

Jornalista, tradutora, revisora e redatora. Tem 3 cachorros, 3 gatos fixos e mais um monte ao seu redor. Cuida para que eles não sejam abandonados pelas sarjetas. É editora-chefe das colunas que você lê aqui.

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