Arquibancada

Notícia Postada em 02/02/2010 - 16:50

Mais um Fla-Flu para a história

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Confesso que ao pensar em um tema para esta coluna tentei fugir do óbvio e não me ater ao Fla-Flu de domingo. Foi aí que me deparei em um incomodo dilema: como deixar em segundo plano um acontecimento pautado na imprensa esportiva do mundo todo? Um Flamengo e Fluminense, por si só, nunca pode ser considerado simplesmente “mais um jogo” e o clássico mais charmosos do Brasil que aconteceu no último domingo, no Maracanã, foi mais um capítulo de destaque deste confronto histórico. Oito gols e fortes emoções deram o tom do que foi a partida.


Não devo mesmo temer a obviedade do tema, até porque este adjetivo não pode de maneira alguma ser atribuído ao jogo em questão. Seria óbvio dizer que o Fla-Flu não tinha favorito? Sim, apesar de o Fluminense vir jogando o fino da bola e chegar ao duelo com uma defesa até então intacta. Do lado rubro-negro, o time hexacampeão brasileiro mostrava a fragilidade da defesa em contraste com o poderio de ataque. Ainda assim, ”clássico não tem favorito”, bradam os sábios e os tolos.


O grande trunfo Tricolor era justamente o calcanhar de Aquiles do Flamengo, seu sistema defensivo. Após as anunciadas falhas da linha de zaga do Mais Querido, o Fluminense abriu 2 a 0 e parecia ter liquidado o jogo já na primeira etapa. Seria óbvio dizer a partir daí que o time de Cuca venceria? Até poderia ser, se Adriano não acabasse com a invencibilidade do arqueiro Rafael cobrando pênalti no fim da primeira etapa. Após o gol que trouxe alento aos rubro-negros, não teria tempo para mais quase nada, a não ser para mais um gol tricolor em novo vacilo da zaga vermelha e preta e, aí assim, ao que tudo indicava definir o jogo.


Mas o Fla-Flu é mágico e místico por ser um jogo daqueles onde tudo pode acontecer. E aconteceu. O time do técnico Andrade se achou no segundo tempo com as substituições e atropelou o Fluminense. O empate logo veio, com gols aos 7 e 8 minutos e a vitória, que no fim se transformou em goleada, aconteceu quando o time já jogava com um jogador a menos após expulsão do zagueiro Álvaro.


O 5 a 3 no placar contrariou todas as perspectivas, nos fazendo lembrar de uma vez por todas que futebol e lógica nem sempre comungam entre si. Com três gols, Adriano mostrou mesmo que gosta de enfrentar o técnico Cuca, com quem trabalhou no Flamengo e não nutre boas recordações dessa convivência. Além do Imperador, o Artilheiro do Amor, Vagner Love, também brilhou mostrando que apesar dos erros da defesa o poder ofensivo do time vem garantindo o aproveitamento de 100% na Taça Guanabara. O fato negativo para  a Nação foi um possível ato de indisciplina do gringo Pet, ao ser substituído no intervalo, que pode até mesmo custar o fim de sua marcante carreira na Gávea.


Outro time que vem embalado na briga pela Taça Guanabara e também tem 100% de aproveitamento tendo assinado 13 gols nos últimos 3 jogos sem levar nenhum, foi o Vasco de Dodô, Carlos Alberto e Philippe Coutinho. O time que já aplicou uma goleada de 6 a 0 no clássico com o Botafogo em pleno Engenhão dá mostras de que brigará forte pela hegemonia do Estado este ano e joga o melhor futebol  do campeonato até aqui. Tudo indica que os 4 grandes, que ainda não perderam pontos para os pequenos, se enfrentarão nas semifinais do primeiro turno e aí sim, vai ser pra valer.


 


Outros clássicos pelo Brasil


Em São Paulo o badalado Corinthians contou com o não tão enaltecido, mas extremamente decisivo Jorge Henrique para vencer o Palmeiras, mesmo com a expulsão do lateral esquerdo Roberto Carlos. No Sul, o Inter aumentou a hegemonia local diante do rival Grêmio e venceu mais um Gre-nal. Desde 2001 o Colorado venceu 8 partidas, empatou 4 e não perdeu nenhuma para o Tricolor pelo Gauchão. O gol de Alecsandro, já no fim da partida manteve a freguesia azul, para alegria da metade vermelha do Rio Grande do Sul.


 

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Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010

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