Notícia Postada em 27/01/2010 - 19:55
Rio de Janeiro
Banco de Imagens
No Verão, não se pensa em outra coisa a não ser praia, sombra e água fresca. O turismo brasileiro sofre grande crescimento e as cidades turísticas ficam lotadas de visitantes, principalmente estrangeiros, a procura de boas experiências e muita diversão. No Rio de Janeiro, entretanto, apesar das belas praias e das paisagens surpreendentes, não só de belos cenários se constitui o turismo local. Além de bons restaurantes, casas noturnas e passeios ecológicos, a cidade carioca descobriu outro ponto turístico: as favelas.
Apesar dos problemas relacionados, as comunidades cariocas são uma marca única da cidade. Muitos turistas estrangeiros, principalmente vindos de países europeus, trocam um ensolarado dia de praia por uma visita a um desses morros da cidade. Essa troca vem acontecendo cada vez mais, pois a procura por esses diferentes itinerários não para de crescer. O passeio é realizado na favela da Rocinha, na Gávea, e, recentemente, a favela Santa Marta, em Botafogo, ambas na zona sul do Rio, foi incluída no roteiro. A entrada da Polícia Pacificadora na comunidade da Zona Sul afastou os traficantes e o poder paralelo, o que influenciou para a inclusão da favela nos roteiros internacionais.
O primeiro tour pela comunidade Santa Marta foi realizado no ano passado e teve a visita de turistas alemães, indianos e franceses. Raffael Ricci, sócio e guia da Jeep Tour, uma das principais empresas que realizam esse tipo de passeio, acredita que essas visitas ajudam os turistas a conhecerem de perto a rotina desses lugares, além de conhecerem a história e as perspectivas sociais da comunidade em geral. A entrada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) facilitou muito esse diálogo mais próximo entre turistas e comunidade. Para Raffael, a mudança é notável. “A questão da segurança melhorou muito depois das UPPs. Continuamos zelando pelos nossos turistas e guias, mas de uma maneira bem mais tranquila, sem grandes estresses”, disse ele.
O passeio ao morro da Zona Sul do Rio custa, em média, R$50,00 por pessoa e tem duração de aproximadamente duas horas. Segundo Raffael, os turistas acham que vale a pena pagar esse preço, pois a experiência é única.
A vantagem do turismo
Poder fazer parte, pelo menos por algumas horas, dessa realidade, encanta a muitos desses turistas estrangeiros. Alguns ficam tão encantados que resolvem ir além de uma mera visita. Esse foi o caso do norte americano Josh Ching, estudante de história da PUC e apaixonado pelos moradores da favela Santa Marta. “Não pude somente ir à favela e sair sem fazer nada. Existe muita pobreza sim, mas a alegria do povo incentiva qualquer um que tenha contato com eles”, conta o estudante que decidiu ensinar gratuitamente inglês na comunidade.
Os moradores também se beneficiam com esses tours. Na Rocinha, por exemplo, há um shopping e inúmeros pequenos comércios locais que lucram com a chegada desses grupos de visitantes. No morro Santa Marta, apesar de não haver nenhum shopping, a comunidade desfruta de pequenos comércios e pontos turísticos, no mínimo, curiosos. A laje em que o cantor Michael Jackson gravou o clipe da música “They don’t care about us” é um dos lugares de visita certa durante o tour. De acordo com José Mario, presidente da associação de moradores, a curiosidade dos turistas é positiva. “Isso é uma maneira de atrair o olhar para a nossa comunidade. Ficamos muito felizes com os bons comentários feitos pelos turistas. É incentivador”, conclui.
De: vitor
Cidade: rio de janeiro
Muinto legal a reportagem. Mas é bom para empresa de turismo em aspectos financeiros.Porque agora passou a ser mais uma fonte de renda e com o dinheiro que é arrecadado com visitas que não é poucas ,não vejo um projeto social patrocinado por esta empresa na comunidade.Nenhuma empresa dava importancia para favelas ;agora estão vindo ganhando dinheiro usando o nosso espaço SÓ deixa um sorriso para nós e vão embora simplesmente;
De: Edmilson
Cidade: Rio de Janeiro
Tomara que a presença das Unidades Pacificadoras se expanda para outras comunidades para que esse roteiro turístico aumente.
Tomara também que os turistas não sejam só estrangeiros, porque precisamos acabar com o preconceito para com os moradores
dessas comunidades. Conhecer a realidade do outro, ajuda a eliminar os rótulos e nos torna mais humanos. Parabéns pela matéria!!
Muito sucesso!!
De: EDISON BARRETO
Cidade: SÃ?O GONÃ?ALO
ESPERO QUE ESTOS NOVOS JORNALISTAS INVES DE FAZER MATERIAS SENSACIONALISTAS COMO MOSTRAR A VIOLENCIA FAÃ?AM MATERIAS COMO ESTA QUE SÓ PODE BENEFICIAR E DIVULGAR O RIO ESPECIALMENTE COMO SENDO UM LUGAR ONDE AS PESSOAS DO MUNDO TODO POSSA SE SENTIR BEM.
De: Ricardo
Cidade: rj
Gostei muito da matéria, o conteúdo que informa a vantagem que o turismo tras para a cidade e pessoas jovens fazendo uma reportagem séria e mostrando que é possivel mudar uma pequena porção para que cada vez mais atinja um lugar que possamos viver em paz e segurança para que ninguém tenha medo de caminhar com esperança de um futuro melhor, continuem assim e assim teremos bons resultados e até mais adesão para uma vida mais tranquila, siga em frente.
Um beijo, minha sobrinha.
De: PAULO LIMA
Cidade: Rio de Janeiro
Parabéns pela matéria!!!
De: Roberto
Cidade: rj
Primeiramente "meus parabéns"!!!
O pessoal achou muito legal, o comentário é que a favela da "Rocinha" não é na zona oeste. Seria então na zona sul???
De: Alessandra Silva
Cidade: Rio de Janeiro
Achei extremamente interessante a matéria. É um outro ponto de vista do turismo no Rio e como afeta isto afeta as comunidades trazendo novas oportunidades. Ótima matéria.
De: ALMIR
Cidade: RIO DE JANEIRO
GOSTEI , SIMPLES MAS OBJETIVA, MUITO BOA.
De: Iane
Cidade: Rio de Janeiro
Adorei a matéria, e cada vez mais turistas estão fazendo esse turismo pelas comunidades mesmo, passam carros com eles admirados com tudo que vêem pelos lugares que vão!
Bem feita essa matéria, vale a pena ler!
Quarta-Feira, 08 de Setembro de 2010